VEJA NOSSOS ÁLBUNS DE FOTOS NO NOSSO FACEBOOK: facebook.com/gruporenascercamocim

sábado, 17 de abril de 2010

As religiões e a Internet. Católicos precisam ocupar seu espaço.

Igrejas e comunidades religiosas descobrem a internet como um meio de comunicação indispensável. Elas escrevem blogs e criam suas próprias páginas em redes sociais como Facebook e Twitter.

Assistência espiritual, oração on-line, aconselhamento religioso ou diálogo com a Igreja: também na Suíça a Igreja Católica e as igrejas reformadas descobrem a internet.
Em seus sites, os fiéis podem se informar de várias maneiras ou entrar em contato com sua igreja ou com outros crentes, discutir, escrever comentários.
A última novidade é a campanha publicitária “Mais Good News”, que a Igreja Católica lança após a Páscoa, apesar das críticas aos abusos sexuais por sacerdotes.

Dalai Lama no Twitter

No exterior, igrejas e líderes religiosos vão mais longe e difundem sua mensagem por novas vias. No final de fevereiro, o Dalai Lama, como líder espiritual do budismo tibetano, abriu uma conta no Twitter – e já “gorjeia” com 157 mil fãs.
O papa Bento 16 quer que os padres propaguem o Evangelho também através da nova geração de meios audiovisuais (fotos, vídeos, animações, blogs, sites), conforme mensagem publicada no final de janeiro deste ano.
Também os líderes islâmicos e budistas atingem um grande número de fiéis através da internet. Particularmente na Ásia, as comunidades religiosas são muito ativas na web.

Católicos virtuais nas Filipinas

“Sempre estivemos presentes nos jornais, nas rádios e na televisão. Em algum momento, notamos um êxodo em direção à internet”, diz o pregador Bo Sanchez. Sua comunidade virtual foi criada há cinco anos nas Filipinas, onde 81% dos mais de 92 milhões de habitantes são católicos.
O “padre móvel” envia mensagens semanais via SMS. Quem subscreve a sua newsletter, recebe diariamente frases bíblicas e arquivos de áudio MP3 de seus sermões.

Cursos de Islã para mulheres

A autora e professora de Islã Sadaf Farooqi, que vive no Paquistão, não podia imaginar, há alguns anos, quão grande é a comunidade muçulmana on-line de língua inglesa. Hoje ela publica muitos de seus artigos na internet.
Farooqi, que oferece cursos especiais sobre o Islã para mulheres, conta que, desta forma, estabeleceu contacto com muitos estudiosos da religião ao redor do mundo. Além do Facebook e Twitter, ela utiliza também serviços como Windows Live Spaces, LinkedIn e Wordpress.

Monge budista on-line

O monge budista Bhikkhu Cittasamvaro fundou há quatro anos, na Tailândia, o site “Little Bangkok Sangha”, para divulgar suas discussões sobre as verdades de Buda (Dhamma).
Ele diz que não tinha esperado uma ressonância tão forte. Além de um núcleo de cerca de 200 leitores regulares, mais de 600 visitam seu site.
Cittasamvaro, um monge originário da Inglaterra, que também é conhecido como “Pandit Bhikku e está há mais de dez anos no cargo, não pretende escrever um blog, mas fornecer regularmente informações a outros crentes.
Pelo menos cerca de 3 mil pessoas estão na lista de emails de Bhikku. “Acho ótimo que um monge budista acompanhe assim a evolução do tempo”, diz o quinesiólogo tailandês Kamonwan Khamching.

Público alvo jovem

Segundo Sanchez e Farooqi, suas atividades on-line têm um apelo maior junto aos jovens que crescem com as novas tecnologias. Os jovens lidam muito naturalmente com a internet, diz Sanchez, que mantém os sites “The Family Kerygma”, “Preacher in Blue Jeans” e “BoSanchez.ph”, e participa de redes sociais.
Centenas de milhares de pessoas podem ser alcançadas sem custos significativos, diz o pregador católico.
Segundo Farooqi, especialmente os muçulmanos em países ocidentais são usuários ativos de internet. “Muitos imigrantes de segunda geração só leem em inglês e aprendem o Islã primeiramente on-line“, disse ela.
Para os líderes muçulmanos, não é tabu abrir contas no Facebook e no Twitter, diz a jornalista paquistanesa Farah Zahidi Moazzam, que também difunde os ensinamentos islâmicos.
Ela suspeita que a linha-dura islâmica tenha outra opinião a esse respeito, por estar pouco informada e por vincular a internet principalmente à pornografia.

Internet também consome tempo

Pandit Bhikku, no entanto, observa também que a internet consome muito tempo. Em sua opinião, o ideal seria se ele passasse apenas algumas horas por semana on-line e pudesse delegar alguns trabalhos a terceiros.
Sanchez, por sua vez, se irrita com o fato de a internet se tornar cada vez mais incontrolável. “As pessoas são bombardeados com e-mails e surgem cada vez mais sites “, observa. Como precisa de distanciamento, ele atualiza seu site apenas uma ou duas vezes por semana.

Fonte: Lynette Lee Corporal, swissinfo.ch e InfoSud

“Papa não quer confrontação com ninguém” em Portugal.

Bispos portugueses “confiam” que Bento XVI terá acolhimento caloroso, porque ele tem “encarado as vítimas face a face”.
“O Papa merece as nossas palmas porque tem tido atitudes muito corajosas, de encarar face a face as vítimas [da pedofilia], na Austrália, nos Estados Unidos da América e em Roma.” O escândalo da pedofilia foi tema incontornável da mensagem do porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Morujão, à margem da reunião plenária dos bispos portugueses, em Fátima.
Escolhendo meticulosamente as palavras, o padre Manuel Morujão confirmou que os escândalos de pedofilia envolvendo membros do clero já foram abordados na conferência episcopal, ressalvando que a Igreja portuguesa aguarda uma recepção calorosa ao Chefe do Estado do Vaticano, contrariando acontecimentos recentes em Malta: “Nós confiamos no povo português, no seu bom senso, independentemente do credo e das crenças das pessoas. O Papa situa–se acima das crenças, das facções, das ideologias.” Até porque, sublinha o padre Manuel Morujão, nesta visita “o Papa não quer confrontação com ninguém”.
Os escândalos que têm ensombrado o mundo cristão “foi assunto falado no conselho permanente”, diz o porta-voz da CEP, sendo a postura a de “encarar com realismo a verdade”.
“Nós somos homens e mulheres. Precisamos de viver sempre em constante conversão. Temos de aproveitar estes desafios que entristecem a Igreja e tenho a certeza que, destes acontecimentos, vai renascer uma Igreja mais purificada”, assegurou o padre Manuel Morujão.
O porta-voz da CEP Diz que “há muitas suspeitas, denúncias, condenações em tribunal da opinião pública. Todos nós, queremos que as coisas sejam postas sob o signo da verdade e não sob o signo da suspeita”. Questionado sobre se esta polémica terá consequências na mobilização do povo português à visita do Papa em Maio, o padre Morujão volta a ser cauteloso na resposta: “A Igreja tem vivido a sua história entre glórias e dificuldades, entre cruzes e ressureições. Por isso, não teme e vive em confiança.”
Outros temas, porém, estão a ser analisados pelos bispos portugueses, entre eles, a reorganização territorial e a forma de difundir o credo: “Temos de ir às bases da igreja, às paróquias, aos movimentos, inventar uma maneira de chegar às pessoas.”

Bispo paraguaio suspende padres que teriam comportamentos homossexuais.

da Ansa, em Assunção

Dom Rogelio Livieres, bispo da diocese paraguaia de Alto Paraná, localizada na fronteira com o Brasil, anunciou hoje a suspensão de três sacerdotes baseado em argumentos de que eles têm comportamentos homossexuais. Em um comunicado, o bispo relatou a medida mas esclareceu que nenhum dos religiosos foi acusado de pedofilia.
O anúncio chega apenas dois dias após a polêmica instaurada pelo secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, que declarou durante visita ao Chile que os casos de pedofilia na Igreja Católica teriam sua origem na orientação sexual dos padres, e não no celibato. As afirmações renderam críticas ao redor do mundo.
Indo ao contrário da tendência em diversos países europeus após as polêmicas de pedofilia na Igreja, que anunciaram investigações sobre os abusos, a Igreja Católica paraguaia anunciou também o arquivamento de uma denúncia efetuada em 2008 contra o padre Mario Sotelo, acusado de ter abusado sexualmente de um menino.
O clérigo justificou a decisão afirmando que “quando escutamos ambos, não emergiram indícios convincentes para sustentar a acusação”.
O caso é investigado pelo ministério público de Alto Paraná, que, por sua vez, afirmou que ainda existem dúvidas em relação ao fato. A denúncia foi feita em novembro de 2008 por um jovem identificado como Alcides Guzmán.
O episódio se soma às recentes acusações de pedofilia divulgadas em diversos países, como Brasil, México, Estados Unidos e Canadá. Na última segunda-feira, diante de questionamentos sobre a postura dos membros da Igreja Católica, o Vaticano publicou em seu site as orientações de como devem agir os bispos diante de tais situações.
Em um dos trechos do documento, a Santa Sé determina que as dioceses devem investigar “qualquer acusação de abusos sexuais contra menores da parte de um sacerdote”.
O texto também esclarece que todas as suspeitas comprovadas posteriormente devem ser reportadas à Congregação para a Doutrina da Fé com “todas as informações necessárias”.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Milhões de católicos rezam pelo Papa Bento XVI em seu aniversário

83 crianças cantam parabéns pelos 83 anos do Papa em Portugal

REDAÇÃO CENTRAL, 16 Abr. 10 / 11:32 am (ACI).- Milhões de católicos em todo mundo pedem de maneira especial em suas orações pelo Papa Bento XVI, quem hoje cumpre 83 anos. Do mesmo modo, estas intenções também se estendem à celebração do 5° aniversário de seu pontificado desde que foi eleito no conclave em 19 de abril de 2005.
São milhões os católicos que também expressaram e seguem expressando nas últimas semanas seu respaldo ao Santo Padre ante a campanha mediática que o acusa falsamente de haver encoberto alguns casos de abusos sexuais cometidos por membros do clero, quando nunca o fez.
Diversas vozes em todo mundo, começando pelo Wall Street Journal; o diretor do jornal italiano Il Foglio, Giuliano Ferrara; o ex-diretor do Corriere della Sera; representantes do mundo judeu –sem contar as centenas de adesões de sacerdotes, leigos e bispos de todo o planeta– explicaram à opinião pública que esta campanha de difamação contra o Papa Bento XVI procura calar a voz moral da Igreja na esfera pública, ante temas fundamentais como a defesa da vida e a família.
Entre as iniciativas para celebrar o aniversário do Pontífice, em Portugal, 83 crianças da vigaria de Vila Nova de Gaia estiveram nesta Sexta-feira no Paço Episcopal do Porto para ler uma mensagem e cantar os parabéns a Bento XVI pelo seu 83.º aniversário, numa sessão que contou com a presença do bispo diocesano, D. Manuel Clemente.

"Hoje o Papa faz anos porque Deus assim quis, o que nós desejamos é que seja feliz", cantaram as crianças, que ofereceram uma garrafa de vinho do Porto de 1927, ano em que Bento XVI nasceu.
"Vamos pedir a Jesus que lhe conceda sabedoria, fortaleza e saúde", refere a mensagem, que acrescenta: "Esperamos com ansiedade o próximo dia 14 de Maio para, na Serra do Pilar, lhe darmos as boas vindas e manifestarmos toda a nossa alegria e o nosso muito amor".
As crianças, que têm entre 8 e 15 anos e freqüentam a catequese, são as mesmas que vão receber o Papa e entoar-lhe um cântico de boas-vindas no dia da sua chegada ao heliporto do Quartel da Serra do Pilar, em Gaia, pelas 9h30 do dia 14 de Maio, assinalou a agência Ecclesia.

Fonte: ACI

Batismo no Espírito Santo

"É Ele que vos batizará no Espírito Santo e no fogo" (Mt 3,11)... Esta promessa vai ter seu cumprimento, externo e visível ao mesmo tempo, no dia de Pentecostes: "Então apareceram línguas como de fogo. (...) Todos ficaram repletos do Espírito Santo" (At 2,3-4).
Igualmente a palavra de Jesus: "Eu vim para atear fogo sobre a terra" (Lc 12,49), refere-se ao dom do Espírito, ou ao menos o inclui. Quanto a Paulo, também ele, implicitamente compara o Espírito ao fogo, recomendando que não se deve "apagar" o Espírito (cf. 1Ts 5,19).
Para descobrir o que é que a Revelação quis nos dizer com isto, devemos ver o que o fogo simboliza na Bíblia. Vamos então descobrir que o fogo tem múltiplos significados, alguns positivos, outros negativos. O fogo ilumina (como no caso da coluna de fogo, no Êxodo), aquece, inflama, devora os inimigos, punirá por toda a eternidade os ímpios.
Mas, entre todos esses significados, há um que se destaca e predomina sobre os outros: o fogo purifica. Também a água simboliza muitas vezes a purificação, mas com uma diferença importante que a própria Bíblia enfatiza: "...o ouro, a prata, o ferro, o estanho e o chumbo, tudo o que pode resistir ao fogo, deveis passar pelo fogo para que seja purificado. (...) O que não resistir ao fogo, fareis passar na água lustral" (Nm 31,22-23).
O fogo é o símbolo de uma purificação mais profunda, radical. A água purifica por fora, o fogo também por dentro. Canta o salmista: "Examina-me, Senhor, e submete-me à prova, purifica no fogo meus rins e coração" (Sl 26,2). As coisas preciosas - o ouro, no âmbito material, a fé no espiritual - são provadas no fogo (cf. 1Pd 1,7)...
A esta luz se deve compreender também a definição de Deus como um "fogo devorador". A sua santidade e simplicidade não toleram mistura alguma, e põem a nu todo o mal e o devoram. Somente quem afasta de si o mal "poderá agüentar um fogo devorador" (cf. Is 33,14s). em certo sentido, o título de "fogo" limita-se a explicitar o adjetivo de "Santo" que acompanha o nome "Espírito". O Espírito é fogo porque é Santo...
Em Pentecostes - escreve Cirilo de Jerusalém - os apóstolos receberam "o fogo que queima os espinhos dos pecados e dá esplendor à alma"...
Um antigo responsório que se recitava no Ofício de Pentecostes diz: "Sobreveio um fogo divino, que não queima, mas ilumina, não consome, mas brilha; encontrou os corações dos discípulos como receptáculos puros e distribuiu entre eles os seus dons e carismas"...
Resumindo esta tradição sobre o fogo de Pentecostes, dotado do poder de criar e destruir, um grande poeta moderno escreve: "A pomba desce, fendendo os ares, com chama incandescente de terror, e as línguas declaram que a única esperança (ou desespero) está na escolha entre queimar ou queimar, ser remidos do fogo pelo Fogo". 

Viagem do Papa Bento confirmará na fé os católicos de Malta, afirma Núncio

O Núncio Apostólico em Malta, Dom Tomasso Caputo, assinalou que a próxima viagem do Papa Bento XVI à ilha, que se realiza este fim de semana, servirá "para confirmar na fé" os católicos "para confrontar, com coragem e esperança renovadas, os desafios de um futuro difícil".
Na que constitui sua viagem número 14 em ocasião do 1950° aniversário do naufrágio de São Paulo em Malta, o Santo Padre visitará as cidades de Luqa, La Valleta, Rabat e Floriana.
Para Malta, explica Dom Caputo, a viagem do Papa "é um novo início no comprido e não fácil caminho de fé de sua gente". Estas ilhas, explica o Prelado, "são conscientes do privilégio desta visita, esperada com ânsias e colocada na perspectiva de um evento capaz de fazer crescer e amadurecer as esperanças vivas de um povo e de uma Igreja marcada por um caminho comum".
"Os católicos Maltases se distingue ademais pela generosidade com a que ajudam as obras missionárias assim como por seus claros esforços caridosos para países afligidos por calamidades naturais", disse.
Em declarações a L'Osservatore Romano, o Prelado ressaltou a importante presença dos grupos e movimentos laicos em Malta e Gozo, e elogiou seu "esforço apostólico, os frutos espirituais e as conversões" para a renovação da Igreja no país.

Autor: ACIDIGITAL

Difamação contra o Papa e a Igreja Católica está infestada de ideologia, adverte diretor de jornal italiano.

Impressionante compreensão do mistério da Igreja feita pelo Giuliano.
Sua colocação não quer afirmar que a Igreja está fora do mundo, mas que não é justo julgá-la com critérios APENAS HUMANOS desconhecendo sua identidade e cobrando reações imediatas e instântaneas como outras entidades. Isso não deve torná-la uma excessão dentro da sociedade a quem ela serve mas revela suas características únicas.
Claro que isso não é justificativa para os erros efetivamente confirmados nem desculpa para os erros que devem ser rigorosamente apurados
***

O diretor agnóstico do jornal italiano IL Foglio, Giuliano Ferrara, assinalou em um recente editorial que a campanha difamatória contra o Papa e a Igreja Católica está infestada de uma ideologia secular que não entende e nem quer entender sua dimensão transcendente.
Depois de explicar que a Igreja não é “uma república moderna, fundada na lei estatal, na ação penal (ou) no controle repressivo dos delitos”, Ferrara explica que a Igreja Católica “ocupa-se do pecado, que é algo mais complexo que o delito, que não lhe permite classificá-lo da mesma forma, que tem um aspecto de juízo individual, caso por caso, distinto do igual, do homólogo procedimento padrão da lei”.
“Seus habitantes são almas, não cidadãos”, comenta antes de afirmar que a Igreja tampouco pode ser considera como “uma sociedade aberta”.
Logo depois de indicar que o direito canônico tem relação com o profundo, “ingressa nas consciências e se refere à área divina do humano”, Ferrara assegura que este tipo de lei da Igreja, especialmente em relação aos sacerdotes “administra o ministério sacramental que necessariamente transcende as regras ordinárias com as que se tratam os delitos nas cortes civis, cuja autoridade a Igreja reconhece”.
“Se este dado não for entendido nem reconhecido, com um espírito secular e tolerante, então as acusações contra a Igreja se convertem em intolerância ideológica”, adverte.
Para o diretor do Il Foglio, o Santo Padre não tem problema em reconhecer “serenamente” sua responsabilidade, e a das autoridades da Igreja ao proporcionar um “trato misericordioso e precavido… às complexas psicopatologias relacionadas à sexualidade homossexual e pedofílica” de alguns membros do clero.
Contudo, ressalta Ferra, ” Bento XVI precisa ser reconhecido por ter gerado uma nova sensibilidade sobre este tema complexo e delicado, assim como por ter feito tudo o que está ao seu alcance para exercer uma responsabilidade pastoral e também canônica muito rigorosa “.

Encerramento do Ano Sacerdotal é um novo início, afirma cardeal dom Cláudio Hummes.

O prefeito da Congregação para o Clero e arcebispo emérito de São Paulo (SP), cardeal dom Cláudio Hummes, escreveu uma carta por ocasião do encerramento do Ano Sacerdotal, que teve início no dia 19 de junho de 2009 e termina no próximo dia 19 de junho. No texto, o cardeal, em nome do papa Bento XVI, convida os sacerdotes do mundo inteiro a se fazerem presentes na Praça São Pedro, no Vaticano, nos dias 9 a 11 de junho, para a solenidade de encerramento. “Não recuseis o convite premuroso e cordial do Santo Padre. Vinde e Deus vos abençoará”, diz ele.
Dom Cláudio Hummes também lembra os casos de pedofilia que se envolveram alguns padres. Ele diz que são fatos que “devemos rejeitar e condenar de modo absolutamente intransigente”. “Devem eles responder diante de Deus e diante dos tribunais, também civis”, sublinhou. Ele ressalta dizendo que a Igreja se faz presente ao lado das vítimas. “[...] estamos, antes de mais nada, do lado das vítimas e queremos dar-lhes apoio tanto na recuperação como em seus direitos ofendidos”.
O cardeal termina o texto afirmando que o encerramento do Ano Sacerdotal não é, necessariamente um fim, “mas um novo início”.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Diante de ataques, cristãos precisam fazer penitência, diz papa

Em um sermão nesta quinta-feira, o papa Bento 16 afirmou que é preciso que os cristãos façam penitência em meio aos ataques que a Igreja Católica tem enfrentado em todo o mundo.
Bento 16 não se referiu de forma direta aos casos de abusos sexuais cometidos por religiosos contra crianças.
"Nós cristãos nos últimos tempos temos evitado a palavra penitência, que parecia dura, mas agora, sob os ataques do mundo, que nos falam dos nossos pecados, vemos que poder fazer penitência é uma graça, vemos como é necessário fazer penitência", afirmou o papa durante uma cerimônia na Capela Paulina, no Vaticano.
"Abrir-se ao perdão, preparar-se ao perdão, e se deixar transformar. A dor da penitência, isto é, da purificação e da transformação, esta dor é graça, porque é renovação, obra da Misericórdia divina."

‘Ditaduras’
O papa falou sobre penitência ao refletir sobre a primazia da obediência a Deus, que concedeu a Pedro a liberdade de se opor ao Sinédrio, a corte suprema judia, que tinha a missão de administrar a justiça aplicando a Torá, a Lei de Moisés.
"É preciso obedecer a Deus e não aos homens. A obediência a Deus dá a Pedro a liberdade de se opor à suprema instituição religiosa. Nos tempos modernos, teorizou-se a liberação do homem, inclusive da obediência a Deus, o homem seria livre, autônomo e nada mais. Mas isto é uma mentira, que a chamada autonomia não libera o homem", disse Bento 16.
Na homilia o papa disse que, as "ditaduras nazista e marxista", que não podiam aceitar um Deus sobre o poder ideológico, não existem mais, mas há outras formas de ditaduras.
"Hoje, graças a Deus, não vivemos em ditaduras, mas existem formas mais sutis de ditaduras, um conformismo que leva a agir como agem todos e que pode ser uma verdadeira ditadura", afirmou.

fonte BBC

Que Jesus seja verdadeiramente o coração do Brasil, assinala Bento XVI aos Bispos do Regional Norte II

VATICANO, 15 Abr. 10 / 12:13 pm (ACI).- Em seu discurso esta manhã aos bispos do Regional Norte II da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), o Papa Bento XVI explicou que a Eucaristia é o coração da liturgia da Igreja e nada nem ninguém deve empobrecer seu culto. Este sacramento é ademais a fonte e cume da vida cristã de todo batizado.
O Santo Padre ressaltou que a Eucaristia é também "o centro e a fonte permanente do ministério petrino, coração da vida cristã, fonte e cúpula da missão evangelizadora da Igreja. Pode-se compreender então a preocupação do Sucessor de Pedro por tudo o que possa ofuscar o ponto mais original da fé católica: hoje Jesus Cristo continua vivo e realmente presente na hóstia consagrada e no cálice".
Segundo o Papa "uma menor atenção prestada ao culto do Santíssimo Sacramento é indício e causa de escurecimento do sentido cristão do mistério, como acontece quando na Santa Missa já não aparece como proeminente e operante Jesus, mas uma comunidade atarefada com muitas coisas em vez de estar recolhida e deixar-se atrair para o Único necessário: o seu Senhor".
Bento XVI pôs de relevo que "se na liturgia não emerge a figura de Cristo, não é uma liturgia cristã". Por isso, o pontífice adverte para os riscos do sincretismo, em que, em nome da inculturação, são introduzidos ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa.
Como escrevia o Venerável Juan Pablo II, "o mistério da Eucaristia é um "dom demasiado grande para suportar ambigüidades e reduções", sobre tudo quando, "privado de seu valor sacrificial, vive-se como se não tivesse outro significado e valor que o de um encontro convival fraterno".
O Papa sublinhou que "depois de muitos dos motivos aduzidos, existe uma mentalidade incapaz de aceitar a possibilidade real de uma intervenção divina neste mundo para ajudar o ser humano. A confissão de uma intervenção redentora de Deus para mudar esta situação de alienação e de pecado é considerada pelos que compartilham uma visão deísta como integrista, e o mesmo se diz a propósito do signo sacramental que faz presente o sacrifício redentor. Para eles, seria mais aceitável a celebração de um signo que corresponda a um vago sentimento de comunidade".
"Mas o culto não pode nascer de nossa imaginação; seria um grito na escuridão ou uma simples auto-afirmação. A verdadeira liturgia supõe que Deus responde e nos mostra como podemos adorá-lo. A Igreja vive desta presença e sua razão de ser e existir é ampliar sua presença no mundo", continuou.
Ao finalizar o Santo Padre recordou que em um mês se celebrará na Brasília o 16° Congresso Eucarístico Nacional. Neste contexto, pediu que Jesus Eucaristia "seja realmente o coração do Brasil, de onde venha a força para que todos os homens e mulheres brasileiros se reconheçam e ajudem como irmãos e membros de Cristo. Quem queira viver, tem onde viver, tem do que viver. Que se aproxime, cria, entre a formar parte do Corpo de Cristo e será vivificado".
Por fim, Bento XVI recorda o XVI Congresso Eucarístico Nacional, que será realizado daqui a um mês em Brasília, "que deste modo verá o jubileu áureo da sua fundação enriquecido com o 'ouro' da eternidade presente no tempo: Jesus Eucaristia".
"Que Ele seja verdadeiramente o coração do Brasil, donde venha a força para todos os homens e mulheres brasileiros se reconhecerem e ajudarem como irmãos, como membros do Cristo total

Espírito Santo, a nossa força

"Pela sua morte Jesus nos liberta do pecado, pela sua ressurreição Ele nos abre as portas de uma vida nova" (CIC 654).

Deus aboliu definitivamente o pecado ao encravar Cristo na cruz. Nós precisamos colocar toda a nossa força para lutar e vencer o pecado, nos despir do homem velho e nos revestir do homem novo, que se restaura constantemente à imagem d'Aquele que nos criou, até atingir o perfeito conhecimento.
Durante a via-sacra, podemos perceber o túmulo em que colocaram Jesus e, como colocaram o sudário. Quando estava para romper a madrugada de domingo, o Espírito Santo ressuscitou Jesus: a morte não teve a última palavra, porque o amor é mais forte do que a morte.
Jesus saiu daquele sudário num corpo glorioso e é com esse corpo que Ele está no Céu, é com esse corpo que Ele virá para estabelecer entre nós os céus novos e uma terra nova.
"Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos, também dará a vida aos vossos corpos mortais pelo Seu Espírito que habita em vós" (Romanos 8,11). Desta forma, a vida do Espírito Santo vive em mim e cada vez mais leva-me para o alto, fazendo-me um imitador de Jesus no pensar, no falar e no agir.
Eu sou sacrário vivo do Espírito Santo, aonde eu for, o Espírito Santo vai, e eu preciso levá-Lo comigo, e Ele vai santificando tudo.
Eu sei que você enfrenta muitos problemas o dia inteiro e, às vezes, nem dorme por causa deles, mas você tem o Espírito Santo.
Muitas vezes, eu digo que sou como um menino que anda na corda bamba, e quem anda na corda bamba não pode parar, pois se parar, cai. O Espírito Santo é a força que me sustenta a cada passo e quer ser para cada um de nós um companheiro inseparável em todas as situações da nossa vida, como foi de Jesus durante a Sua caminhada terrena.
Jesus, tu és o meu Salvador. Coloco tudo que tenho e sou sob o Teu senhorio. Tu és o Senhor da minha vida. Derrama sobre mim o Teu Espírito em plenitude.
Amém!
"Enviai o vosso Espírito, Senhor, e renovai a face da terra" (Salmo 103,30).
Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

DICAS DE VIDEOS

Aprendendo com as Histórias de Padre Léo - volume 2



VEJA A Caminho da Pátria Definitiva, é uma das 8 histórias que compõem o DVD Aprendendo com as Histórias de Padre Léo - volume II - lançado recentemente pela Canção Nova. Em breve divulgaremos mais detalhes sobre as outras histórias que estão no DVD.



VEJA O VIDEO CLICANDOAQUI

A esperança do pecador

(Adaptação de um capítulo do livro de F. Faus: Cristo, minha esperança)

O medo dos Apóstolos, depois da Paixão
Os Evangelhos de São Lucas e São João mostram ao vivo, com detalhes cheios de sugestão, o estado de ânimo dos Apóstolos, ao anoitecer do dia da Páscoa, quando eram cada vez mais intensos – e confusos – os rumores dos que diziam que tinham visto Jesus vivo (Cf. Lc 24,36-49 e Jo 20,19-23).
Jesus ressuscitado acabava de estar com os discípulos de Emaús. Estes, quando Jesus os deixou, voltaram correndo, afogueados, a Jerusalém – ao Cenáculo – para contar a todos a grande notícia: como o tinham encontrado no caminho e como o haviam reconhecido ao partir o pão (Cf. Lc 24,35).
Os Apóstolos (todos, menos Judas, já morto, e Tomé, que andava ausente), e mais alguns discípulos – mulheres e homens -, acolheram-nos agitados, alegres e, paradoxalmente, ainda perplexos. Já eram vários os que falavam de que Cristo vivia – Ressuscitou, diziam, e apareceu a Simão! -; já se lhes ia acendendo no coração, como uma chama vacilante, a esperança, mas o sentimento dominante da maioria ainda era o medo. E é sobre este medo que agora vamos meditar. Pode dar-nos luzes boas, a nós que também conhecemos esta chama vacilante que oscila entre o medo e a esperança.
O que nos conta o Evangelho? São João, falando desse fim de tarde do Domingo da Páscoa, começa por dizer que, ao anoitecer do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus (Jo 20,19). Esta é a primeira coisa que comenta, para nos situar no ambiente: estavam trancados no Cenáculo, naquele quarto de cima (Cf. Lc 22,12) onde Jesus instituíra a Eucaristia, porque tinham medo: temiam, e com razão, que os mesmos que tinham acabado com Jesus quisessem acabar com eles, seus discípulos. Quem não teria medo de sofrer a mesma sorte do Mestre, odiado, perseguido e crucificado?
A verdade é que todos nós, nas mesmas circunstâncias, sentiríamos a mesma coisa. Mas, por mais que compreendamos e desculpemos os discípulos, não devemos esquecer que esse medo surgiu e cresceu sobre um vácuo de esperança, uma falha que poderia não ter existido, e que, por isso, desagradou a Nosso Senhor. Se não fosse assim, Jesus teria sido injusto ao recriminar, primeiro aos de Emaús e depois a todos eles, o fato de terem sido obtusos e lentos em crer no que Ele próprio lhes dissera pelo menos três vezes, bem claramente: que era necessário que o Filho do Homem padecesse muitas coisas (Mc 8,31), que era necessário que fosse levado à morte e que ressuscitasse ao terceiro dia (Lc 9,22). 

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O “véu de Verônica”. O enigma da face de Jesus.

Entrevista com o jornalista Saverio Gaeta
Por Jesús Colina


Uma áura de mistério envolve o assim chamado “véu de Verônica”, relíquia que mostra a imagem do rosto de Cristo. Não se trata de um segundo sudário em contraposição com aquele de Turim, mas de um tecido funerário complementar, que o Evangelho de João identifica como “o sudário, que estava sobre sua cabeça”.
De acordo com o jornalista Saverio Gaeta, é esta a verdadeira essência da “Santo Rosto”, o finíssimo véu atualmente sob custódia no santuário de Manoppello.
Gaeta, redator-chefe da Famiglia Cristiana e autor de vários ensaios de cunho religioso, aprofundou esta temática fascinante em seu livro L’enigma del volto di Gesù (“O enigma da face de Jesus”, publicado em italiano pela editora Rizzoli).
- Segundo suas pesquisas, de que modo estas duas relíquias conviveram no Oriente Médio nos primeiros séculos da era cristã?
- Gaeta: Na metade do primeiro milênio, o que hoje chamamos Sudário era conhecido como Mandylion, e se encontrava em Edessa (hoje Urfa, na Turquia), enquanto que o Santo Rosto estava em Camúlia (próximo à atual cidade turca de Kayseri).
Sua relação é demonstrada por uma série de moedas de Constantinopla. Em 692, o imperador bizantino Justiniano II cunhou moedas com um rosto de Cristo do tipo “semítico”, como aquele de Manoppello.
Em 705, após o véu ter sido levado a Roma pelo patriarca Callinico, o rosto cunhado se tornou mais parecido com as feições dos deuses helenísticos. Em 869, com o fim das lutas iconoclastas, passou a prevalecer nas moedas a imagem do Homem do Sudário, como se vê no solidus aureo de Basílio I.
Isto é evidenciado pela posição dos pés que se projetam do manto original, o esquerdo inclinado para frente e o direito girado em 90o: exatamente como na imagem do Sudário, no qual uma das pernas parece mais curta que a outra devido à rigidez cadavérica.
- Há uma ligação do Sudário e o Santo Rosto com a iconografia de Jesus?
- Gaeta: Certamente. São justamente estas duas imagens que estão na origem da iconografia cristã, como demonstrou o padre Heinrich Pfeiffer, professor de história da arte cristã na Pontifícia Universidade Gregoriana, que documentou como o rosto do Sudário destaca a estrutura óssea, enquanto o rosto de Manoppello tem feições mais redondas. Assim, todos os mosaicos do Cristo Pantocrator em Constantinopla, na Grécia e na Sicília representam tipos semelhantes ao que aparece no Sudário. As imagens de Cristo da arte flamenga do século XV são, por sua vez, mais próximas da imagem de Manoppello.
- A capa de seu livro mostra uma sobreposição do rosto do Sudário e o Santo Rosto. Do que se trata?
- Gaeta: Trata-se de uma descoberta feita pela trapista Blandina Schlomer, que encontrou várias correspondências entre os rostos de Manoppello e o do Sudário: a assimetria do rosto, a barba rala e de ponta dupla, as aletas assimétricas do nariz, a órbita ocular visível abaixo da íris, a mecha de cabelo no meio da fronte. Posteriormente, o padre Andreas Resch, fazendo uso de recursos computacionais, refinou ainda mais a sobreposição, delimitando diversas áreas que representam “pontos de correspondência”, úteis também para comparar as duas imagens com representações artísticas antigas. Assim foi possível alcançar uma sobreposição perfeita das duas imagens, que evidencia uma verdadeira fusão das mesmas.
- De acordo com suas pesquisas, o Rosto Santo chegou a Roma no século VII e passou a ser exposto em São Pedro a partir do século XIII. O que ocorreu em seguida?
- Gaeta: No imaginário coletivo, o Rosto Santo sempre esteve revestido de grande importância. Foi assim principalmente a partir de 1300, ocasião em que foi proclamado o primeiro Jubileu da história cristã, o qual teve justamente na exposição pública do assim chamado “véu de Verônica” um de seus aspectos mais marcantes. Em 6 de maio de 1527 ocorreu o grande saque de Roma, no qual muitos objetos preciosos desapareceram, inclusive de São Pedro; entre eles estava com certeza o Rosto Santo.
- Enquanto isso, o véu chegou aos Abruzos?
- Gaeta: Sim. A verdadeira imagem de Cristo, após alguns percalços, chegou finalmente em Manoppello em 1618, adquirida por Donato Antonio De Fabritiis, que a doou em 1638 aos capuchinhos. Em 6 de abril de 1646, foi exposta pela primeira vez à veneração pública. Em setembro de 2006, durante sua visita ao santuário, Bento XVI foi o primeiro Papa a poder novamente venerar a relíquia, meio milênio após seu desaparecimento da Basílica de São Pedro.

- Há provas científicas que confirmam as características extraordinárias do tecido?
- Gaeta: De fato, foram realizadas diversas análises do material do véu. O professor Donato Vittore mostrou que no espaço entre os fios da trama não há vestígios de pigmentos. O professor Giulio Fanti, da Universidade de Pádova, revelou que as imagens dos dois lados do véu não são idênticas. Por exemplo, a mecha de cabelo sobre a testa é um dos indícios a favor da ideia de que a imagem não poderia ter sido confeccionada por mãos humanas. Não se explica como um artista poderia ter pintado um sinal no rosto de um dos lados deste véu tão fino e um sinal diferente do outro lado. Análises usando a lâmpada de Wood permitem afirmar que não há vestígios de substâncias orgânicas naturais como óleos, gorduras ou ceras, tradicionais aglutinantes empregados em pintura, enquanto que estudos por espectroscopia Raman evidenciaram que as fibras são do tipo protéico (semelhante às da seda marinha, extraída do molusco Pinna nobilis do mar Mediterrâneo) e não vegetal, como seria o caso do linho.

Fonte: Zenit

Jornal vaticano: Artigos sobre os Beatles não são “absolvição”.

Lenon se retratou de sua frase “os Beatles são mais populares que Jesus Cristo

O jornal vaticano L’Osservatore Romano (LOR) publica hoje uma breve elucidação sobre dois artigos que publicou no dia 10 de abril, pelo 40° aniversário da separação dos Beatles, no qual assinala que estes textos não constituem “uma absolvição vaticana”, da qual, acrescentam, o famoso grupo de Liverpool “não tem naturalmente nenhuma necessidade”.
A nota indica que “para recordar o 40° aniversário da separação dos Beatles, o L’Osservatore Romano publicou, na edição do último 10 de abril, dois artigos escritos por Giuseppe Fiorentino e Gaetano Vallini, quem já tinham celebrado, na edição de 22 de novembro, os 40 anos do White Album”.
Seguidamente ressalta que “em ambas as ocasiões, muitíssimos meios de todo o mundo –e agora o mesmo Ringo Starr, entrevistado pela CNN– interpretaram esta óbvia atenção a um importante fenômeno musical de nosso tempo como uma absolvição vaticana, da qual os quatro artistas de Liverpool não tinham naturalmente nenhuma necessidade”.

A reencarnação e a fé cristã.

Côn. Henrique Soares da Costa

O Brasil é o maior país católico do mundo. E é também o maior país espírita informal do planeta. Os meios de comunicação, com muita freqüência, divulgam a crença na reencarnação.

Agora, a nova novela da Globo, com toda a força, procura fazer uma verdadeira catequese sobre o tema, dando-lhe ares de seriedade que realmente ele não tem. Nada contra alguém acreditar na reencarnação. O problema é achar que se pode ser católico ou cristão crendo nessa doutrina.

Para o cristianismo, o ser humano é um todo indissociável: corpo (nossa dimensão somática, física), alma (nossa dimensão psíquica, racional, expressão de nossa consciência, liberdade e vontade) e espírito (nossa abertura para o Infinito, nossa saudade do Eterno, do Bem, da Verdade, da Vida, saudade de Deus, admitida ou não). Também pode-se dizer que o homem é corpo e alma espiritual, isto é, alma que exprime a abertura para o Infinito. É o ser humano como um todo, em todas as suas dimensões, que é chamado à vida de comunhão com Deus, já nesta vida e, após a morte, na eternidade. E isto não acontece simplesmente por uma lei natural, mas graças ao Cristo Jesus: por ele, a humanidade mergulhada numa situação de pecado e de morte, obteve o perdão de Deus; por Cristo morto, ressuscitado e subido aos céus, os céus foram abertos para a humanidade.

União civil entre homossexuais. Porque a Igreja não deixa isso para a sociedade decidir?

Cônego Henrique Soares da Costa

Não tardará muito e o Congresso Nacional irá votar a lei que aprova a união civil entre homossexuais.

A Igreja é contra. E vai levar “peia” de muita gente. Vão chamá-la de homófoba, repressora, retrógrada, obscurantista, reacionária e hipócrita. Os católicos, aos poucos, vão se acostumando a apanhar e vão se habituando com o vocabulário que a sociedade bem pensante nos reserva. Mas, demagogia à parte, gostaria de explicar neste espaço o porquê do posicionamento da Igreja. Depois, o meu prezado leitor tire a conclusão que achar conveniente.

Vou dividir meu arrazoado em duas partes: uma, voltada para os que acreditam em Cristo e no seu Evangelho, principalmente os católicos; a outra, voltada para todos, sejam ateus sejam não cristãos.

Para os cristãos, é claro que a Igreja não pode aprovar a união civil de pessoas do mesmo sexo, sobretudo entre os seus filhos. A norma do cristianismo é a Sagrada Escritura e a Tradição que vem dos Apóstolos. Aí está conservada, geração após geração, a regra de vida dos discípulos de Jesus. Nós, cristãos, não podemos fazer o que queremos, não podemos instituir para nós mesmos um critério de bem e de mal, de certo ou de errado de modo independente e até mesmo contrário à norma do Evangelho.

O Carbono 14 datou equivocadamente Santo Sudário de Turim, dizem peritos europeus.

Um grupo de peritos conformado por três italianos e um inglês publicaram um estudo na revista da Sociedade Italiana de Estatística (SIS) no qual precisam que os estudos realizados em 1988 aplicando o Carbono 14 ao Santo Sudário de Turim e que assinalavam que este manto corresponde ao século XIII ou XIV, não são confiáveis, devem ser revisados e não podem ser considerados como “conclusivos”.
Marco Riani, da Universidade de Parma; Giulio Fanti, da Universidade de Udine; Fabio Crosilla, da Universidade de Udine; e Anthony Atkinson, da London School of Economics, escreveram um extenso artigo na revista da SIS no último 31 de março no qual deram a conhecer várias inconsistências do estudo realizado em 1988 por Damon e outros, publicado na revista Nature há mais de 20 anos.
O estudo dos quatro peritos europeus explica que os dados do estudo de 1988, obtidos a partir de 12 provas com o Santo Sudário, muito provavelmente são incorretos ao constatar a presença de elementos poluentes que teriam alterado a correta datação da Síndone.
Sem aventurar-se a precisar a fonte exata da contaminação, os peritos propõem que poderia ser uma tendência nos números que mostra uma variação “não desprezível”.
Todas as amostras de 1988 foram tiradas de uma única seção do manto que media menos de um centímetro.
Os cientistas explicam ademais que se as “inconsistências sistemáticas presentes nas estatísticas se aplicassem aos quatro metros do Santo Sudário, os resultados da datação poderiam variar até em 20 mil anos”.
Também explicam que segundo Willard Libby, que realizou a prova do Carbono 14 com alguns colegas na Universidade de Chicago em 1949, esta técnica não pode dar um resultado confiável com materiais orgânicos que foram afetados por fatores ambientais que poderiam ter influenciado a datação.
No caso do Santo Sudário, esta foi exposta a uma grande dose de calor durante um incêndio em 1532 e a outros aspectos em exibições prévias ao ar livre.
Atualmente o Manto do Turim é exposto na Catedral desta cidade italiana até em 23 de maio.

Fonte: ACI

Surge a verdade sobre carta de 1985 do Cardeal Ratzinger. Mídia divulgará?

Muito do que é publicado pela imprensa com acusações graves contra o Papa e a Igreja são fruto simplesmente da ignorância e do preconceito, no mínimo.
O caso sendo explicado, como agora o faz neste excepcional artigo Massimo Introvigne, restitui a verdade dos fatos, verdade que sempre existiu e que tanto fez falta na notícia colocada com todo o ranço preconceituoso da mídia defensora da “verdade” – apenas quando lhe convém, e não TODA a verdade que ouve os dois lados e mostra todos os fatos.
Agora… Será que os divulgadores da mentira com destaque, com a apresentação da cópia da carta e da assinatura do Então Cardeal Ratzinger vão oferecer o mesmo destaque ? vão ter como recolher “as penas” espalhadas da calúnia e da mentira?

Vai aparecer em MANCHETE nos sites e blogs essa verdade??
Duvido..
***
Por Massimo Introvigne (Avvenire- Jornal Italiano)
In http://www.cesnur.org/2010/mi_kiesle.html
Durou vinte e quatro horas o novo disparate lançado pela Associated Press contra o Papa. Até os media mais hostis, acossados pelos especialistas em direito canonico, fizeram marcha atrás. Mas, de acordo com o preceito segundo o qual vale a pena caluniar que sempre fica qualquer coisa, na cabeça dos utentes mais distraidos terão ficado apenas os títulos, segundo os quais, em 1985, o atual Pontífice «protegeu um padre pedófilo».
Para se compreender o significado da carta escrita pelo Cardeal Ratzinger a Mons. John Stephen Cummins (e não «Cummings»), Bispo de Oakland (California), a 6 de Novembro de 1985, é preciso ter algumas noções, ainda que básicas, de direito canónico.
A perda do estado clerical pode ocorrer (a) como pena imposta pelo direito canónico por delitos especialmente graves; ou (b) quando solicitada pelo próprio sacerdote. Assim, um sacerdote acusado ou condenado por pedofilia pode perder o estado clerical (a) como pena pelo delito cometido ou (b) a seu pedido, pedido esse que o padre pedófilo pode ter interesse em fazer por razões diversas, por exemplo, para escapar à vigilância da Igreja (a vigilância do Estado é mais branda, como fica demonstrado em diversos casos), ou porque pretende casar-se. No primeiro caso, está-se a castigar o padre pedófilo. No segundo caso, está-se a fazer-lhe um favor. 

Os nomes de Jesus e de Maria

por Shalom Maná

Os nomes de Jesus e de Maria Uma das passagens das Regras que mais levávamos a sério nos primeiros tempos era esta de ter os nomes de Jesus e Maria sempre em nossos lábios e corações. Interessante é que não fazíamos um esforço desmesurado para isso. Quase que naturalmente, cumpríamos este que é um dos poucos exercícios espirituais explícitos indicados pelas Regras e Estatutos. A razão é simples: éramos apaixonados por Jesus; éramos apaixonados pela vocação e, portanto, Jesus e a vocação eram nossos assuntos favoritos.
Para nós não constituía esforço estar sempre com uma jaculatória nos lábios, estar sempre pensando e falando de Jesus e de Maria. Aos poucos, para alguns – felizmente não para todos – foi-se desvanecendo a prática deste exercício e, com ele, foram desaparecendo as conversas espirituais, as partilhas de oração, os encantamentos com os milagres que aconteciam a cada dia. Foi enfraquecido o louvor, foi abalado o uso dos carismas e ameaçada a fraternidade e unidade porque outros nomes ocupavam nossos lábios e corações. Pouco a pouco, fomos deixando de falar de oração e de partilhar nosso estudo bíblico e oração pessoal, correndo o risco constante de nos centralizarmos em nós mesmos e não em Deus.
Muitos, até, se esqueceram de como é que se faz para trazer os nomes de Jesus e de Maria sempre nos lábios e no coração. O que significa, afinal, esta prática? Como é que se vive isso, concretamente? Ter os nomes de Jesus e de Maria nos lábios e no coração significa, entre outras coisas:- ter um coração centrado em Deus e em Suas maravilhas. Por isso a presença de Maria. É por ela e nela que vemos e vivenciamos as maravilhas que o Senhor fez em nós.

DICAS DE VIDEOS

Aprendendo com as Histórias de Padre Léo - volume 2

VEJA A Caminho da Pátria Definitiva, é uma das 8 histórias que compõem o DVD Aprendendo com as Histórias de Padre Léo - volume II - lançado recentemente pela Canção Nova. Em breve divulgaremos mais detalhes sobre as outras histórias que estão no DVD.

VEJA O VIDEO CLICANDO AQUI

terça-feira, 13 de abril de 2010

TV Globo investe no espiritismo com novela e seriado

A Rede Globo está investindo pesado no espiritismo neste ano de 2010. Além da novela “Escrito nas Estrelas”, a emissora terá, ainda, uma série sobre o espiritismo, que deverá ser estrelada por Selton Mello.
O folhetim “Escrito nas Estrelas”, da Rede Globo, promete render polêmicas. Escrita por Elizabeth Jhin, a novela aborda o espiritismo e a tentativa de inseminação artificial com sêmen de um falecido.

A apresentação do elenco e do clipe da trama à imprensa aconteceu  sexta-feira (19) Março, em um dos estúdios do Projac, no Rio de Janeiro.
De acordo com as imagens, fica evidente que além de abordar o espiritismo, a novela vai trazer ação, com cenas de perseguições, e humor. A trama substituirá a novela “Cama de Gato”, a partir do dia 12 de abril.
No elenco estão Nathalia Dil, Jayme Matarazzo, Humberto Martins, Débora Falabella, Carol Castro, Zezé Polessa, Antonio Calloni, Alexandre Nero e Giovanna Ewbank, entre outros.
Juca, o golden retriever de quatro anos, que também integra o elenco, foi um dos destaques da coletiva. Na trama, o cão vai se chamar Pepe e será o fiel amigo de Daniel, interpretado por Jayme Matarazzo, que morrerá logo no início da novela em um acidente de carro.
Porém, Daniel permanecerá na trama a partir do plano espiritual. Matarazzo conta que não é espírita e que não tem religião. “Tenho minha fé, acredito em Deus e na minha intuição”, diz o ator que quis entender mais sobre o espiritismo com o ator Carlos Vereza, que também está no elenco no papel do anjo Athael.

“Quis saber melhor como é essa passagem da vida para o plano espiritual. Aquela confusão de estar meio perdido, deixando pessoas queridas. O Vereza é um grande estudioso e me deu várias dicas”, diz Jayme. Matarazzo destaca que sempre procura referências e informações para compor seus personagens.
O personagem Humberto Martins, o Dr. Ricardo, pai de Daniel tentará usar o sêmen congelado do filho para uma inseminação artificial na tentativa de revê-lo.
Humberto Martins diz que o espiritismo é um fato presente em sua vida. “Tenho um conhecimento abrangente de várias doutrinas: kardecismo, catolicismo e até aprendo sobre seitas menos conhecidas, como algumas que envolvem sacrifício. Acho que o ator tem que estudar a humanidade como um todo, já que representa vários tipos de pessoas. Acredito em fé, Deus e energia e acho que nossa mente tem poderes que a gente desconhece.”
Já a protagonista Nathalia Dill conta que também não tem uma religião específica. “A minha relação com Deus é muito pessoal. Cada dia eu tenho uma nova formulação e uma nova reflexão. É algo muito interno.”
Ela destaca que sua personagem Viviane é uma menina cheia de garra. “Gravamos durante uma semana no morro Dona Marta. Achei ótimo. É importante mostrar, olhar e discutir outras realidades. É escada a dar com pau”, diz a atriz.
A novela dirigida por Rogério Gomes também contará com cenas bem-humoradas, entre elas, a do mulherengo, Jair Ferreira, interpretado por Andre Gonçalves, e das irmãs Madame Gilda, Jandira Martini, e Zenilda, Walderez de Barros.

Mais espiritismo na Globo
Além de uma novela espírita escrita por Elizabeth Jhin (”Escrito nas Estrelas”), a Globo terá, neste ano, uma série sobre o espiritismo, que deverá ser estrelada por Selton Mello.O anúncio foi feito ontem em entrevista em São Paulo para o lançamento da nova programação da emissora.
“A Cura” será a primeira série escrita por João Emanuel Carneiro, autor de novelas como “A Favorita” (2008) e “Da Cor do Pecado” (2004).
Vai tratar da vida de um jovem médico de Diamantina, interior de Minas Gerais, acusado de matar um colega. Ele descobrirá que tem a capacidade de curar pessoas por meio de cirurgias espirituais. Viverá a dúvida de manter ou não essa atividade e a angústia de saber que a entidade que incorpora é a de um médico assassinado.
A série será semanal. Cada episódio terá história própria, além de uma trama que prossegue ao longo dos capítulos. Carneiro terá a parceria de Marcos Bernstein, diretor de “O Outro Lado da Rua”. A direção-geral é de Ricardo Waddington.

Namoro: Sentimentos em harmonia com a razão, vontade e prudência.

Capelão universitário aventura-se em um livro sobre o tema
Por Miriam Díez i Bosch
O livro do sacerdote Rafael Hernández Urigüen recolhe as experiências de diferentes pessoas e tira conclusões acerca do amor e do ato de apaixonar-se. Trata-se da obra “Namoro: Seguros? Ideias para acertar” (”Noviazgo: ¿Seguros? Ideas para acertar”), da editora Eunsa.
O livro deste professor e capelão universitário surge como fruto dos seminários mantidos com jovens no instituto universitário em que trabalha, o ISSA, http://www.issa.edu.
O autor explica que a obra oferece “pistas práticas para estabelecer um novo diálogo que evite os graves problemas que se estão detectando há anos nos casamentos”.
Desde a flechada até o compromisso, o itinerário da obra transcorre detendo-se em breves apontamentos de “características práticas e antropologia profunda do gênio feminino”, até a explicação da “castidade fundamentada em uma antropologia cristã inteligível e bem divulgada”.
Como escreve em seu prólogo o professor de psiquiatria Enrique Rojas, “quando o amor chega, pode ser cego, mas quando se vai é muito lúcido. Daí a importância de acertar na escolha”.
Hernández Urigüen recebeu consultas muito díspares desde a primeira edição do livro, em 2008. Um senhor de 80 anos perguntava por email onde podia adquirir o livro, já que com 50 anos de casado, apaixonadíssimo por sua mulher, jamais a compreendia por completo.
Uma jovem manifestava que depois de ler o livro e o que se afirma acerca da necessidade de respeito, sinceridade e horizonte de compromisso, tinha decidido romper com seu noivo, classificado como “romântico, mas imaturo e constantemente infiel”.
No livro se insiste na importância do período de namoro para se conhecer, no referido clima de “respeito, sinceridade e horizonte de compromisso”. Um slogan da obra é: “mais vale um trauma no namoro – romper se não tem boa perspectiva – que um matrimônio traumático”.
Mais que perguntar-se: “como saberei se isso vai ser para sempre?”, o autor propõe uma questão mais audaz: “como devo me comportar – como nos devemos comportar – para que isso seja para sempre?”.
Um aspecto muito importante, segundo o autor, é “a fé e a graça do sacramentos, que os cristãos veem como ajudas eficazes no cultivo da fidelidade, da ternura e da renovação do amor, também dando e recebendo o inestimável presente do perdão”.
O livro recorda “o papel fundamental dos sentimentos, que se devem harmonizar com a razão, a vontade e a prudência, para analisar as situações, e para que cada pessoa saiba discernir se está ‘cega’ ou se a intuição que sente tem fundamento e, sobretudo, futuro”.

Na internet, blog de Hernández Urigüen: http://noviazgosegurosideasparaacertar.blogspot.com/

… Na SANTA Igreja católica. E você, crê nisso?

Afinal, como a Igreja pode ser santa se a história está manchado pelos muitos pecados dos católicos? Ora, essa dúvida só aparece quando não se sabe exatamente o que Cristo quis dizer com as palavras As portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16, 18).

Conta-se que Napoleão, o vencedor de tantas batalhas, após ter mantido o Papa Pio VII prisioneiro em Fontainebleau por longo tempo, queria tomar a Igreja Católica sob a sua tutela para assim alcançar a hegemonia total na Europa. Com isso em mente, redigiu uma Concordata que entregou ao Secretário de Estado, o cardeal Consalvi. O imperador disse ao cardeal que voltaria no dia seguinte e que queria o documento assinado.

Depois de ler a Concordata, Consalvi informou Sua Santidade de que assinar o documento equivaleria a vender a Igreja ao Imperador da França e, por conseguinte, implorou-lhe que não o assinasse.

Quando Napoleão voltou, o cardeal informou-o de que o documento não havia sido assinado. O imperador começou então a usar um dos seus conhecidos estratagemas: a intimidação. Teve uma explosão de raiva e gritou: “Se este documento não for assinado, eu destruirei a Igreja Católica Romana”. Ao que Consalvi calmamente replicou: “Majestade, se os papas, cardeais, bispos e padres não conseguiram destruir a Igreja em dezenove séculos, como Vossa Alteza espera consegui-lo durante os anos da sua vida?”

Tenho um motivo concreto para relatar esse episódio. Consalvi deixa claro que embora existam inumeráveis pecadores no seu seio, também em posições de governo, a Igreja conseguiu subsistir por ser a Esposa Imaculada de Cristo, santa e protegida pelo Espírito Santo.

Como disse certa vez Hilaire Belloc, se a Igreja fosse uma instituição puramente humana, não teria sobrevivido aos muitos prelados e incompetentes que já fizeram parte de sua história.

Por que a Igreja sobrevive e continuará a sobreviver? A resposta é simples. Cristo nunca disse que daria líderes perfeitos à Igreja. Nunca disse que todos os membros da Igreja seriam santos. Judas era um dos Apóstolos, e todos aqueles que traem o Magistério da Esposa de Cristo tornam-se Judas. O que Nosso Senhor disse foi: As portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16, 18).

A palavra “Igreja” tem dois sentidos: um sobrenatural e outro sociológico.

Para todos os não-católicos e, infelizmente, também para muitos católicos de hoje, a Igreja é uma instituição meramente humana, constituída por pecadores, uma instituição cuja história está manchada.

É preocupante o fato de que o significado sobrenatural da palavra “Igreja” – a saber, a santa e imaculada Esposa de Cristo – seja totalmente desconhecido da esmagadora maioria das pessoas, e até de um alto percentual de católicos cuja formação religiosa foi negligenciada desde o Vaticano II. Por isso, quando o Papa ou algum membro da hierarquia pede perdão pelos pecados dos cristãos no passado, muitas pessoas acabam pensando que a Igreja – a instituição religiosa mais poderosa da terra – está finalmente a admitir as suas culpas e que a sua própria existência foi prejudicial à humanidade.

Após perfis no YouTube e no Twitter, Vaticano lança agora um blog.

O Vatican Information Service (Serviço de Informação do Vaticano), da Sala de Imprensa da Santa Sé, iniciou no último dia 9 de abril um novo serviço na internet: um blog, com informações sobre recentes eventos do Vaticano.
O serviço está disponível inicialmente em quatro línguas: espanhol, inglês, francês e italiano.
O blog pode ser acessado pelo site www.visnews.org e também através do Twitter e pelo portal no YouTube do Vaticano.
Além de seu site oficial, www.vatican.va, a Santa Sé abriu no ano passado uma página dedicada aos jovens, www.pope2you.net, e um canal próprio no YouTube, www.youtube.com/vatican.

Como lidar com o desejo sexual de forma humana e madura?

João Paulo II escreveu que, para se experimentar a vitória sobre a luxúria, devemos nos dedicar a “uma educação progressiva do auto-controle da vontade, dos sentimentos, das emoções, que deve ser desenvolvida desde os mais simples gestos, nos quais é relativamente fácil colocar a decisão interior em prática” (TC 24/10/1984)*.

Por exemplo, podemos analisar os nossos hábitos alimentares. Se uma pessoa não consegue dizer não a um pedaço de bolo, como poderá dizer não para um e-mail pedindo para olhar pornografia na Internet? O jejum é uma forma maravilhosa de crescer no domínio de nossas paixões. Se isso ainda não é parte da vida de uma pessoa, ela deve começar com um simples sacrifício que seja relativamente fácil de pôr em prática. À medida que se continua exercitando esse “músculo”, ela continuará vendo sua força aumentar.

O que antes era “impossível” gradualmente se torna possível.A analogia do músculo, porém, é apenas parcialmente correta. Crescer na pureza certamente exige esforço humano, mas também somos ajudados pela graça sobrenatural. É fundamental distinguir entre a repressão e a entrada na redenção. Quando o desejo “se acende”, em vez de reprimi-lo, empurrando-o para o subconsciente, tentando ignorá-lo, ou ainda procurando aniquilá-lo, podemos ao invés entregar as nossas paixões a Cristo e permitir que ele as “crucifique” (cf. Gal 5, 24). Ao fazermos isso, “o Espírito do Senhor dá forma nova aos nossos desejos” (Catecismo da Igreja Católica, 2764).Em outras palavras, ao permitir que a luxúria seja “crucificada”, chegamos também a experimentar a “ressurreição” do desejo sexual como Deus o quer.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Padre Pio - As Aparições e as Almas do Purgatório

As aparições para o Padre Pio começaram quando ele era ainda uma criança. O pequeno Francisco não falava de suas aparições porque acreditava que elas ocorriam a todas as almas. As aparições eram de Anjos, de Santos, de Jesus, de Nossa Senhora mas, às vezes, também de diabos. Nos últimos dias do mês de dezembro de 1902, enquanto ele estava meditando sobre sua vocação, teve uma visão. Aqui está a descrição que ele fez depois de vários anos ao seu confessor: Ele viu ao seu lado um homem imponente, de beleza rara, resplandecente como o sol que o pegou pela mão e o encorajou com este convite: Venha comigo porque é conveniente lutar como um bravo guerreiro.
Francisco foi conduzido a um grande campo, entre uma multidão de homens que estava dividida em dois grupos. Em um grupo havia homens com uma face muito bonita e vestidos com roupas brancas, brancas como a neve, e no outro grupo havia homens de aspecto horrível, vestidos com roupas pretas; eles pareciam
sombras. Francisco estava no meio dos dois grupos de espectadores e viu um homem alto, tão alto que podia tocar com a testa as nuvens, tinha um rosto horroroso e veio ao seu encontro. O personagem resplandecente que estava a seu lado exortou Francisco a lutar contra o homem monstruoso. Francisco rezava para evitar a fúria daquele homem horrendo, mas o homem luminoso não aceitou, e disse: - Sua resistência é inútil, vale a pena lutar contra este caráter ruim. Por favor, seja fiel e entre confiante na luta, avance atrevidamente, eu estarei perto de você. Eu o ajudarei e não permitirei que ele o derrote.
Francisco encorajado iniciou a luta e ela foi terrível. Com a ajuda do homem luminoso que sempre estava perto dele, Francisco ganhou a briga. O homem monstruoso foi forçado a correr e ele arrastou toda aquela multidão grande de homens de aspecto horrendo, entre uivos, maldições e gritos. A outra multidão de homens de aspecto bonito, gritava elogios e aplaudia quem tinha ajudado o pobre Francisco naquela grande batalha. O homem esplêndido e luminoso, mais luminoso que o sol, colocou na cabeça de Francisco vitorioso, uma coroa maravilhosa que não é possível descrever. Mas a coroa foi retirada da cabeça de Francisco e o bom homem disse: Outra coroa, mais bonita que esta, eu preservei para você. Se você souber lutar com aquele homem horrível, como você lutou agora. Ele sempre voltará à agressão...combate com bravura e não terá qualquer dúvida de minha ajuda... não se preocupe com a força dele... eu estarei sempre perto de você, eu sempre o ajudarei e você será vencedor. Tal visão foi seguida por reais batalhas com o Diabo. Padre Pio enfrentou com efeito, várias batalhas contra o inimigo das almas. O seu propósito era de arrancar as almas das cadeias de Satanás. 

Padre espanhol celebra missa com rock, rap e blues.

fonte: BBC Brasil
Padre Jony levanta a platéia com rocks, blues e rap



O cenário é uma catedral espanhola gótica do século 14 mas, em vez de música sacra, o padre canta rock. O rito de entrada é um blues e o ofertório chega com uma versão rap do Pai Nosso. Parece um show, mas é a primeira missa roqueira celebrada em uma basílica.
O título é esse mesmo: missa roqueira, definição do sacerdote espanhol Joan Enric Reverté, mais conhecido como Padre Jony. A cerimônia foi celebrada na semana passada em homenagem a padroeira da cidade de Tortosa, a Nossa Senhora da Consolação, ou Virgem da Cinta.
Acompanhado por guitarras e baixos elétricos, bateria, teclado, iluminação colorida e vídeos, o sacerdote vocalista cantou no altar suas versões roqueiras de clássicos do cancioneiro católico, como O Pescador de Homens.
E levantou a platéia, cerca de 500 fiéis que lotaram a basílica, com as interpretações do Pai Nosso e Aleluia em rap.
Padre Jony disse à BBC Brasil que o objetivo de missas como esta é aproximar os jovens da igreja, “porque eles também têm inquietações espirituais e não encontram os canais adequados”.
“A igreja deve dar os primeiros passos para esta aproximação, utilizar novas linguagens para que estes jovens possam se expressar”, prosseguiu.

Surpresa
Para conseguir autorização da diocese de Tarragona (responsável pela catedral de Tortosa) para realizar sua liturgia heterodoxa, Padre Jony reconheceu que passou por dificuldades e teve que esconder vários detalhes da missa roqueira até a última hora.
“Tinha que ocultar as surpresas até o último momento para evitar outras. Eu entendo e aceito que muita gente não compreenda, nem goste deste tipo de iniciativas, mas estou muito consciente do que fazendo”.
Apesar do sucesso da celebração litúrgica, o sacerdote espanhol duvida que possa haver outra missa roqueira em uma catedral.
Apesar de liturgia heterodoxa, missa também tem elementos tradicionais
“Acho muito difícil que se repita, porque foi uma circunstância especial, uma comemoração de um centenário da Corte de Honra à Virgem. E com a repercussão que teve, não acredito que deixem fazer isso de novo.”
Ele, disse, entretanto, que é possível que haja celebrações semelhantes em outras igrejas.
“Já há pedidos. Há gente esperando algo assim, com mentes abertas e que querem ouvir mensagens de fé de uma outra forma dentro da igreja católica.”



Elementos tradicionais
Apesar da estética e linguagem modernas, a missa roqueira teve os elementos litúrgicos de uma celebração religiosa habitual. 

Perseguição à Igreja: A nona bem-aventurança é de todos nós!

Um dos fenômenos mais espantosos da história da humanidade é o ataque à Igreja. Esse processo, tão aceso estes dias, é sempre muito curioso.
Primeiro pela duração e persistência. Há 2000 anos que os discípulos de Cristo são perseguidos, como o próprio Jesus profetizou. E cada ataque, uma vez começado, permanece.
A Igreja é a única instituição a que se assacam responsabilidades pelo acontecido há 100, 500 ou 1500 anos. Os cristãos atuais são criticados pela Inquisição do século XVII, evangelização além mar desde o século XV, cruzadas dos séculos XI-XIII, até pela política do século V (no recente filme Ágora, de Alejandro Amenábar, 2009).
Depois, como notou G. K. Chesterton em 1908, o cristianismo foi atacado “por todos os lados e com todos os argumentos , por mais que esses argumentos se opusessem entre si” (Orthodoxy, c. VI).
Vemos criticar a Igreja por ser tímida e sanguinária, pessimista e ingênua, laxista e fanática, ascética e luxuosa, contra o sexo e a favor da procriação, etc. Mas o mais espantoso é que os ataques conseguem convencer-nos daquilo que é o oposto da evidência mais esmagadora.
Os iluministas provaram-nos que a religião cristã é a principal inimiga da ciência; supersticiosa, obscurantista, persecutória do estudo e investigação rigorosos. A evidência histórica mostra o inverso.
A dívida intelectual da humanidade à Igreja é enorme. Devemos a multidões de monges copistas a preservação da sabedoria clássica. Quase tudo o que sabemos da Antiguidade pagã veio dos mosteiros.
Foi a Igreja que criou as primeiras universidades e o debate académico moderno. Eram cristãos devotos os grandes pioneiros da ciência, como Kepler, Pascal, Newton, Leibniz, Bayes, Euler, Cauchy, Mendel, Pasteur, etc. Até o caso de Galileu, sempre citado e distorcido, mostra o oposto do que dizem.
Depois, os jacobinos asseguraram-nos que a Igreja é culpada de terríveis perseguições religiosas, étnicas e sociais, destruição cultural de múltiplos povos, amiga de fogueiras e câmaras de tortura, chacinas, saques e genocídios. No entanto, a evidência de 2000 anos de história real de cristãos concretos é de caridade, mediação, pacifismo. Tudo o que o nosso tempo sabe de direitos humanos, diplomacia, cooperação e tolerância foi bebê-lo a autores cristãos.
A seguir, os marxistas vieram atacar a Igreja por ser contra os proletários e a favor dos ricos. Quando é evidente o cuidado permanente, multissecular e pluricultural dos cristãos pelos pobres e infelizes, e as maravilhas sociais da solidariedade católica no apoio aos desfavorecidos.
Vivemos hoje talvez o caso mais aberrante: a Igreja é condenada por… pedofilia. A queixa é de desregramento sexual, deboche, perversão. Mas a evidência histórica mostra que nenhuma outra entidade fez mais pelo equilíbrio da sexualidade e a moralização da vida pessoal da humanidade. Mais uma vez, o ataque nasce do oposto da verdade.
Serão as acusações contra a Igreja falsas? Elas partem sempre de um núcleo verdadeiro. Houve cristãos obscurantistas, persecutórios, cruéis, injustos, luxuosos, como hoje há padres pedófilos.
Aliás, em 2000 anos de história, e agora com mais de mil milhões de fiéis, tem de haver de tudo. A distorção está na generalização ao todo de casos particulares aberrantes. Não sendo tão má quanto o mito, a Inquisição foi péssima. Mas a Inquisição não representa a Igreja e a própria Igreja da época a condenou. Os críticos nunca combatem os erros, sempre a instituição. Hoje não se ataca a pedofilia na Igreja, mas a Igreja pedófila.
A razão do paradoxo é clara. Cada época projeta na Igreja os seus próprios fantasmas. Ninguém atropelou mais o rigor científico que os iluministas. Ninguém foi mais sangrento que os jacobinos. Ninguém gerou maior pobreza que os marxistas. Ninguém tem mais desregramento sexual que o nosso tempo.
O ataque à Igreja é uma constante histórica. A História muda. A Igreja permanece. Porque ela é Cristo. Dela é a nona bem-aventurança: “Bem-aventurados sereis quando vos insultarem e perseguirem” (Mt 5, 11).

por: João César das Neves

DEUS É FIEL

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

VISITANTE N°