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sábado, 3 de abril de 2010

ESPECIAL SEMANA SANTA: Vígilia Pascal

"Segundo uma antiqüíssima tradição, esta é a noite de vigília em honra do Senhor (Ex 12, 42). Os fiéis, tal como recomenda o evangelho (Lc 12, 35-36), devem asemelharse aos criados, que com as lâmpadas acesas nas mãos, esperam o retorno do seu senhor, para que quando este chegue os encontre velando e os convide a sentar à sua mesa" (Missal Romano, pg 275).
Esta Noite Pascoal tem, como toda celebração litúrgica duas partes centrais:
- A Palavra: Nesta celebração as leituras são mais numerosas (nove, ao invés das duas ou três habituais).
- O Sacramento: Esta noite, depois do caminho quaresmal e do catecumenado, se celebram, antes da Eucaristia, os sacramentos da iniciação cristã: o Batismo e a Crisma.
Assim, os dois momentos centrais se revestem de um acento especial: se proclama na Palavra a salvação que Deus oferece à humanidade, atingindo o ápice com o anúncio da ressurreição do Senhor.

E logo celebra-se sacramentalmente esta mesma salvação, com os sacramentos do Bastismo, da Crisma e da Eucaristia. A tudo isso também antecede um especial rito de entrada constando do rito da luz, que brilha em meio à noite, e o pregão Pascoal, lírico e solene.

A Páscoa do Senhor, nossa Páscoa

Todos estes elementos especiais da Vigilia querem ressaltar o conteúdo fundamental da Noite: a Páscoa do Senhor, a sua passagem da Morte à Vida.
A oração ao início das leituras do Novo Testamento, invoca a Deus, que "ilumina esta noite santa com a gloria da ressurreição do Senhor". Nesta noite, com mais razão que em nenhum outro momento, a Igreja louva a Deus porque "Cristo, nossa Páscoa, foi imolado". (Prefácio I de Páscoa).
Porém a Páscoa de Cristo é também a nossa Páscoa: "na morte de Cristo nossa morte foi vencida e em sua ressurreição resuscitamos todos" (Prefácio II de Páscoa).

A comunidade cristã se sente integrada, "contemporânea da Passagem de Cristo através da morte à vida". Ela mesma renasce e goza na "nova vida que nasce destes sacramentos pascuais" (oración sobre as ofertas da Vigilia): pelo Batismo se submerge com Cristo em sua Páscoa, pela Confirmação recebe também ela o Espíritu da Vida, e na Eucaristia participa do Corpo e Sangue de Cristo, como memorial de sua morte e ressurreição.
Os textos, orações, cantos todos apontam a esta gozosa experiência da Igreja unida ao seu Senhor, centralizada nos sacramentos pascuais. Esta é a melhor chave para a espiritualidade cristã, que deve centralizar-se mais que na contemplação das dores de Jesus (a espiritualidade da Sexta-feira Santa é a mais fácil de asimilar), na comunhão com o Resuscitado dentre o os mortos.

Cristo, ressuscitando, venceu a morte.

Este é na verdade "o dia que o Senhor fez para nós". O fundamento de nossa fe. A experiencia decisisva de que a Igreja, como Esposa unida ao Esposo, recorda e vive cada ano renovando sua comunhão com Ele, na Palavra e nos Sacramentos desta Noite.

Luz de Cristo

O fogo novo é abençoado em silêncio, depois, se toma parte do carvão abençoado e colocado no turíbulo, se coloca então o incenso e se incensa o fogo três vezes. Mediante este rito singelo a Igreja reconhece a dignidade da criação que o Senhor resgata.
A cera, à sua vez, resulta agora uma criatura renovada. Devolver-se-á ao círio o sagrado papel de significar ante os olhos do mundo a glória de Cristo Resuscitado. Por isso se grava em primerio lugar a cruz no círio. A cruz de Cristo devolve à cada coisa seu sentido. Por isso o Canon Romano diz: "Por Ele (Cristo) segues criando todos os bens, os santificas, os enche de vida, os abeçoas e repartes entre nós".
Ao gravar na cruz as letras gregas Alfa e Ômega e as cifras do ano em curso, o celebrante proclama: "Cristo ontem e hoje, Princípio e Fim, Alfa e Ômega. Dele é o tempo. E a eternidade. A ele a gloria e o poder. Pelos séculos dos séculos. Amém".
Assim expressa com gestos e palabras toda a doutrina do imperio de Cristo sobre o cosmos, exposta em São Paulo. Nada escapa da Redenção do Senhor, e tudo, homens, coisas e tempo estão sob sua potestade.
O Círio é decorado com grãos de Incenso, que segundo uma tradição muito antiga, que passaram a significar simbolicamente as cinco chagas de Cristo: "Por tuas chagas santas e gloriosas nos proteja e nos guarde Jesus Cristo nosso Senhor".
Termina o celebrante acendendo o fogo novo, dizendo: "A luz de Cristo, que resuscita glorioso, dissipe as trevas do coração do e do espírito".
Após acender o círio que representa a Cristo, a coluna de fogo e de luz que nos guia a través das trevas e nos indica o caminho à terra prometida, avança a procissão dos ministros. Enquanto a comunidade acende as suas velas no Cirio recém aceso se escuta cantar três veces: "Luz de Cristo".
Estas experiências devem ser vividas com uma alma de criança, singela mas vibrante, para estar en condições de entrar na mentalidade da Igreja neste momento de júbilo. O mundo conhece demasiado bem as trevas que envolvem a sua terra em desgraça e tormento. Porém, nesta hora, se pode dizer que sua desventura atraiu a misericórdia e que o Senhor quer invadir a toda realidade com torrentes de sua luz.
Já os profetas haviam prometido a luz: "O Povo que caminha em meio às trevas viu uma grande luz", escreve Isaías (Is 9,1; 42,7; 49,9). Esta luz que amanhecerá sobre a Nova Jerusalém (Is 60,1ss.) será o próprio Deus vivo, que iluminará aos seus e seu Servo será a luz das nações (Is 42,6; 49,6).
O catecúmeno que participa nesta celebração da luz sabe por experiência própria que desde seu nascimento está em meio às trevas; mas tem o conhecimento de que Deus o chamou para sair das trevas e a entrar em sua luz maravilhosa" (1 Pd 2,9). Dentro de uns momentos, na pia batismal, "Cristo será sua luz" (Ef 5, 14). Pasará das trevas à "luz no Senhor" (Ef 5,8).

O Pregão Pascal ou "Exultet"

Este hino de louvor, em primero lugar, anuncia a todos a alegria da Páscoa, alegria do céu, da terra, da Igreja, da assembléia dos cristãos. Esta alegria procede da vitória de Cristo sobre as trevas.
Logo, se proclama a grande Ação de Graças. Seu tema é a história da salvação resumida pelo poema. Uma terceira parte consiste em uma oração pela paz, pela Igreja por suas autoridades e seus fiéis, pelos goverantes das nações, para que todos cheguem à pátria celestial.

A liturgia da Palavra

Esta noite a comunidade cristã se detém mais que o usual na proclamação da Palavra. Tanto o Antigo como o Novo Testamento falam de Cristo e iluminam a História da Salvação e o sentido dos sacramentos pascuais. Há um diálogo entre Deus que se dirige ao seu Povo (as leituras) e o Povo que Lhe responde (Salmos e orações).
A leituras da Vigília têm uma coerência e um ritmo entre elas. A melhor chave é a que nos deu o próprio Cristo: "...e começando por Moisés e por todos os profetas, os interpretou (aos discípulos de Emaús) em todas as Escrituras o que a ele dizia respeito"(Lc 24, 27).

Leituras do Antigo Testamento

Primeira leitura: Gn 1,1-2,2 ou 1,1.26-31a - Viu Deus que tudo o que tinha feito era bom.
Segunda leitura: Gn 22,1-18 ou 1-2.9a.10-13.15-1 O sacrificio de Abraão, nosso pai na fé.
Terceira leitura Ex 14-15,1 - Os israelitas cruzaram o mar Vermelho.
Quarta leitura: Is 54,5-14 - Com misericordia eterna te ama o Señor, teu redentor.
Quinta leitura: Is 55, 1-11 - Vinde a mim, e vivireis; firmarei convosco uma aliança perpétua.
Sexta leitura: Br 3,9-15.32-4,4 - Camihai na claridade do resplendor do Sehor.
Sétima leitura: Ez 36.16-28 - Derramarei sobre vós uma água pura, y vos darei um coração novo.

É importante destacar esta passagem ao Novo Testamento: o Missal indica neste momento diversos símbolos, tais como a decoração do altar (luzes, flores), o canto do Glória e a aclamação do Aleluia antes do Evangelho. Também se ilumina de maneira mais plena a Igreja, já que durante as leituras do Antigo Testamento deve estar iluminada de maneira discreta.
Sobretudo o evangelho, tomado de um dos três sinóticos, de acordo com o Ciclo, é o que deve destacar-se: se trata do cumprimento de todas as profecias e figuras, proclama a Ressurreição do Senhor.  

ESPECIAL SEMANA SANTA: Sábado Santo

O sábado é o segundo dia do Tríduo: no chão junto à ele, durante sete dias e e sete noites com Cristo no sepulcro.
"Durante o Sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição (Circ 73).
No dia do silêncio: a comunidade cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos. É ensaiado o aleluia, mas em voz baixa. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.
A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho com o louro da vitória. Deus morreu. Quis vencer com sua própria dor o mal da humanidade. É o dia da ausência. O Esposo nos foi arrebatado. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de seu último grito da cruz "por que me abandonaste?", agora ele cala no sepulcro. Descansa: "consummantum est", "tudo está consumado". Mas este silêncio pode ser chamado de plenitude da palavra. O assombro é eloqüênte. "Fulget crucis mysterium", "resplandece o mistério da Cruz".
O Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: "nós o experimentávamos… ", diziam os discípulos de Emaús.
É um dia de meditação e silêncio. Algo pareceido à cena que nos descreve o livro de Jó, quando os amigos que foram visitá-lo, ao ver o seu estado, ficaram mudos, atônitos frente à sua imensa dor: "Sentaram-se no chão ao lado dele, sete dias e sete noites, sem dizer-lhe uma palavra, vendo como era atroz seu sofrimento" (Jó. 2, 13).
Ou seja, não é um dia vazio em que "não acontece nada". Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa. Calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal. Entre a morte da Sexta-feira e a ressurreição do Domingo nos detemos no sepulcro. Um dia ponte, mas com personalidade. São três aspectos -não tanto momentos cronológicos- de um mesmo e único mistério, o mesmo da Páscoa de Jesus: morto, sepultado, ressuscitado:
"...se despojou de sua posição e tomou a condição de escravo…se rebaixou até se submeter inclusive à morte, quer dizer, conhecesse o estado de morte, o estado de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo compreendido entre o momento em que Ele expirou na cruz e o momento em que ressuscitou. Este estado de Cristo morto é o mistério do sepulcro e da descida à mansão dos mortos. É o mistério do Sábado Santo em que Cristo depositado na tumba manifesta o grande repouso sabático de Deus depois de realizar a salvação dos homens, que estabelece na paz o universo inteiro".

Vigília Pascal

A celebração é no sábado à noite, é uma Vigília em honra ao Senhor, segundo uma antiqüíssima tradição, (Ex. 12, 42), de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (Lc. 12, 35 ss), tenham acesas as lâmpadas como os que aguardam a seu Senhor quando chega, para que, ao chegar, os encontre em vigília e os faça sentar em sua mesa.
A Vigília Pascal se desenvolve na seguinte ordem:

Breve Lucernário

Abençõa-se o fogo. Prepara-se o círio no qual o sacerdote com uma punção traça uma cruz. Depois marca na parte superior a letra Alfa e na inferior Ômega, entre os braços da cruz marca as cifras do anos em curso. A continuação se anuncia o Pregão Pascal.

Liturgia da Palavra

Nela a Igreja confiada na Palavra e na promessa do Senhor, media as maravilhas que desde os inícios Deus realizou com seu povo.

Liturgia Batismal

São chamados os catecúmenos, que são apresentados ao povo por seus padrinhos: se são crianças serão levados por seus pais e padrinhos. Faz-se a renovação dos compromissos batismais.

Liturgia Eucarística

Ao se aproximar o dia da Ressurreição, a Igreja é convidada a participar do banquete eucarístico, que por sua Morte Ressurreição, o Senhor preparou para seu povo. Nele participam pelas primeira vez os neófitos.
Toda a celebração da Vigília Pascal é realizada durante a noite, de tal maneira que não se deva começar antes de anoitecer, ou se termine a aurora do Domingo.
A missa ainda que se celebre antes da meia noite, é a Missa Pascal do Domingo da Ressurreição. Os que participam desta missa, podem voltar a comungar na segunda Missa de Páscoa.
O sacerdote e os ministros se revestem de branco para a Missa. Preparam-se os velas para todos os que participem da Vigília.


grupo renascer!

“Unidos pela Palavra, reconstruire- mos as muralhas!”

Por: Reinaldo B. Reis

“Quando, pois, tocar a trombeta, de qualquer canto
em que vós a escuteis, reuni-vos a nós. Nosso Deus
combaterá por nós.” (Nee 4,14).



Do ponto de vista da Sagrada Escritura, profeta é aquele que, em primeiro lugar, “vê” – tem uma visão espiritual; recebe de Deus uma revelação; tem uma percepção do rumo para onde Deus está movendo as coisas; e depois, fala! Primeiro ele se coloca à escuta do Espírito, e se deixa conduzir por Ele ao mundo das realidades espirituais, para aí “entrar em sintonia” e vibrar com os propósitos e sentimentos que Deus tem para determinada porção de seu povo, para aquele momento de sua história, de sua caminhada. Cabe ao profeta – aqui entendido na linha do que preconizava Joel (3, 1-2), e referenciado por Pedro no dia de Pentecostes (At 2, 14-18) – assim inspirado, trazer para a realidade das coisas temporais esses sentimentos de Deus, que quer especialmente exortar, consolar e edificar o seu povo (cf. I Cor 14, 1-3).
Colocar-se à escuta do Espírito é uma graça profética da qual a Renovação Carismática tem-se servido para ser educada na fidelidade aos projetos que Deus tem no Seu coração para que ela viva seu carisma de modo eficaz e útil a toda a Igreja. E o Conselho Nacional (instância legítima de discernimento da RCC), atento à graça profética de nossa identidade, tem procurado colocar-se à escuta do Espírito e discernir o que é que o Senhor está nos falando, e para onde Ele nos quer conduzir, dentro do seu plano para a RCC de hoje, crescendo no entendimento da visão espiritual que nos revele e confirme a vontade e os propósitos de Deus para as nossas vidas, para o nosso apostolado... Planejar, atuar, construir, anunciar, sem escutar o Espírito, é pautar em ações carentes de unção, em mero ativismo religioso, que pode ser vistoso e barulhento, mas que certamente logo se mostrará estéril do ponto de vista das intenções de Deus. Para que a labuta dos construtores não seja vã, é preciso que o Senhor construa a casa, edifique a obra (cf. Sl 127, 1a). E a obra de Deus não pode ser feita sem o poder de Deus, que nos é dado – conforme a promessa – no dom do Espírito! (cf. At 1, 4-8)...
Reunido em Fortaleza, de 08 a 12 de outubro de 2009, o Conselho Nacional da RCCBRASIL colocou-se, para o discernimento a respeito das atividades do ano de 2010, em atitude de abertura e obediente escuta ao Espírito Santo. Desde a oração da manhã do primeiro dia, foi calando forte no coração dos Conselheiros que o amor à Palavra de Deus – uma das consequências imediatas da experiência do batismo no Espírito Santo – deveria ser enfatizada em todas as instâncias e atividades da RCC, no ano de 2010.
Entre outras moções relativas à Palavra, uma delas (e que foi interpretada como própria para o tema geral do ENCONTRO NACIONAL DE FORMAÇÃO, em Lorena, no mês de janeiro de 2010) nos foi dada a partir do Livro de Neemias. Especialmente – mas não exclusivamente – naquilo que nos é narrado nos quatro primeiros capítulos. Por todos os demais momentos da reunião do Conselho Deus foi ampliando o nosso entendimento acerca da aplicação daquelas palavras à vida prática da Renovação Carismática para esses tempos que nos são dados a viver no “aqui e agora” de nossa história; que passa – seguramente – neste exato momento, por uma significativa “viragem” (cf. João Paulo II. Redemptoris Missio, n. 30)... E, por certo, muito ainda vai Ele nos revelar e direcionar... 

* Existem evidências da existência de Jesus fora da biblia?.

Por: José Carlos Costa

Jesus Cristo é, sem dúvida, o personagem mais glorioso da História humana e nisto concordam todos os cristãos

Todavia, há quem diga que Jesus não é mais do que uma referência necessária à humanidade, dado que apela a sentimentos nobres, à moral e mesmo à fraternidade entre os povos. E há quem pense que a Sua existência se limita à Bíblia e à tradição religiosa, estando ausente da literatura não cristã.
Mas se quisermos ser imparciais e analisar com cuidado e perseverança os manuscritos antigos, de pressa chegaremos à conclusão de que as referências à pessoa de Jesus são abundantes e rigorosamente honestas, mesmo quando O contestam, ou por isso mesmo.

1- Jesus e a Pax Romana.

Jesus Cristo veio ao mundo durante o período conhecido como “Pax Romana”, um histórico período de paz, em que o mundo inteiro era controlado por um único e inexorável poder: Roma.
Polibo, na sua História, que abrange este período, faz o seguinte comentário: “Os romanos, em menos de cinquenta e três anos, conseguiram submeter a quase totalidade do mundo à sua autoridade, coisa nunca antes igualada.” Quando Jesus nasceu, a nação de Israel era dominada e governada pelo Império romano.

59% dos brasileiros creem em evolução guiada por Deus

A maior parte dos brasileiros acredita que o ser humano é fruto de uma evolução guiada por Deus, segundo pesquisa Datafolha publicada no jornal Folha de S.Paulo nesta última sexta-feira.
De acordo com a pesquisa, 59% acreditam nessa tese, contra 25% que acreditam no criacionismo (tese que afirma que o homem foi criado por Deus há menos de 10 mil anos) e 8% de evolucionistas (que não acreditam em interferência divina na criação do homem).
A pesquisa entrevistou 4.158 pessoas com mais de 16 anos, com margem de erro de 2%.
De acordo com a pesquisa, a crença na criacionismo é maior entre os entrevistados com menor renda e escolaridade. O número de evolucionistas, que acreditam apenas na teoria da evolução proposta por Charles Darwin, aumenta na proporção inversa, sendo maior entre aqueles com maior renda e escolaridade.
De acordo com o jornal, os dados são próximos àqueles adquiridas nas nações europeias, pois uma pesquisa de 2005 do instituto Eurobarômetro mostra que o número de criacionistas é próximo dos 20%.
Nos Estados Unidos, uma pesquisa apurada pelo instituto Gallup e citada pelo jornal mostra que o número de criacionistas puros é de 44%, enquanto os que acreditam em uma evolução guiada por Deus são 36% e os evolucionistas são 14%.
A adesão ao criacionismo bíblico é maior entre os umbandistas (33% e evangélicos pentecostais (30%), de acordo com a pesquisa, ainda que o número de devotos das religiões que pregam essa teoria não passe de 25%

Folha de São Paulo

Construção de igreja na Indonésia é interrompida por muçulmanos.

Um grupo de muçulmanos interrompeu a construção de uma igreja católica em Citra Garden, Java Ocidental no início deste mês.
Em 12 de março, mesmo dia em que a Igreja Cristã da Indonésia (GKI) enfrentou o fechamento ordenado por oficiais do governo, manifestantes liderados pelo Fórum Islâmico Unido (FUIB) bloquearam a entrada para Citra Garden, exigindo que a construção da igreja fosse interrompida. Eles basearam suas exigências na alegação de que a obra não tinha a permissão dos moradores locais, mas a igreja possuía a permissão oficial, e já estava em obras há várias semanas.
O documento que permite a construção foi apresentado para os muçulmanos, mas eles disseram que os cidadãos não concordavam com a construção do templo.
O Padre Peter Kumiawan Subagyo disse que a igreja pertencia ao distrito paroquial de Cengkareng, mas que ele cresceu tanto (20 mil pessoas) que foi necessário construir outra paróquia.
A permissão de construção foi alcançada normalmente, e todas as assinaturas dos moradores foram garantidas. O governo da província de Jacarta aprovou o documento, que foi publicada na imprensa oficial no dia 18 de janeiro.
Logo após a aprovação do documento, o comitê de construção da igreja começou a trabalhar. A obra já estava encaminhada quando os muçulmanos começaram a protestar em nome dos cidadãos.
O líder da igreja, Albertus Suriata, disse que a congregação nunca teve problemas com a população local.
“Nós temos um bom relacionamento. Não acho que alguém próximo à igreja tenha alguma objeção. Suspeitamos de pessoas de outros vilarejos.”
Ele afirma que a igreja tentou resolver o problema apresentado pelos manifestantes de diversas forma
“Nós já começamos a obra. Teremos que interrompê-la por causa dessas manifestações? Além disso, possuímos a permissão do governo.”

Fonte: Missão Portas Abertas

Igreja não apoia fiéis que se “crucificam”, como nas Filipinas.

Vários devotos foram pregados a cruzes e outros açoitaram as próprias costas até sangrarem nas Filipinas, relembrando o sofrimento e a morte de Jesus Cristo, na Sexta-Feira Santa.
A Igreja Católica desaprova o ritual anual de devoção.
Cerca de 80% da população filipina, de mais de 90 milhões de pessoas, é católica.
Ao menos 23 pessoas foram pregadas a cruzes em três vilas na cidade de San Fernando, na Província de Pampanga (norte).
Estrangeiros foram proibidos de participar este ano, exceto como espectadores, disse Ching Pangilinan, um dos organizadores e funcionário do escritório de turismo da cidade. Segundo ela, a proibição foi imposta depois que alguns estrangeiros participaram, em anos anteriores, só para fazer um filme ou brincar com os rituais.
O evento reuniu mais de 10 mil filipinos e estrangeiros, segundo ela.
Entre os fieis estava Ruben Enaje, 49, um pintor que foi pregado a uma cruz pela 24ª vez como forma de agradecer a Deus por ter sobrevivido após cair de um prédio.
Mary Jane Mamangon, 34, vendedora de bolos, era a única mulher devota a ser pregada em uma cruz este ano na vila de San Juan. Foi sua 14ª participação. Ela disse ter começado quando tinha 18 anos e ter participado quase todos os anos do ritual, em busca de ajuda de Deus para salvar sua avó doente e agora sua irmã mais nova, que tem câncer.
Rituais semelhantes aconteceram na Província de Bulacan, enquanto em outras partes das Filipinas, flagelantes seminus e com os pés descalços andaram pelas ruas açoitando as próprias costas com pedaços de pau pregados a cordas, como forma de pagar por seus pecados.
A Conferência de Bispos Católicos das Filipinas disse que a real expressão da fé cristã durante a quaresma se dá por meio de arrependimento e renovação própria, não por flagelação e crucificação.
O bispo Rolando Tirona, de Infanta, disse que flagelação e crucificação são expressões de crenças supersticiosas, e são feitas, em geral, por necessidade de dinheiro ou para encorajar o turismo, o que as torna atos incorretos.

Folha de São Paulo

A descida do Senhor à mansão dos mortos

Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.
Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos.
O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: "O meu Senhor está no meio de nós". E Cristo respondeu a Adão: "E com teu espírito". E tomando-o pela mão, disse: "Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará.
Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: 'Saí!'; e aos que jaziam nas trevas: 'Vinde para a luz!'; e aos entorpecidos: 'Levantai-vos!'
Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te dentre os mortos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somo uma só e indivisível pessoa.
Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci à terra e fui até mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num jardim, crucificado.
Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi para restituir-te o sopro da vida original. Vê na minha face as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, tua beleza corrompida.
Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar de teus ombros o peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregados à árvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendeste levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso.
Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-se do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti.
Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus.
Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, construído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparado para ti desde toda a eternidade".
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Antiga Homilia Patrística

sexta-feira, 2 de abril de 2010

ESPECIAL SEMANA SANTA

Sexta-feira Santa

A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João comtemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.
São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a comtemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloqüente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.

A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.
Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.

COMEÇE HOJE A NOVENA À DIVINA MISERICÓRDIA

A grande Festa da Divina Misericórdia vai acontecer no primeiro Domingo depois da Páscoa. Sabemos que o Diário de Santa Faustina tem quatorze passagens nas quais Nosso Senhor insiste que a “Festa da Divina Misericórdia” seja estabelecida pela Igreja. Este dia é o dia da graça para todas as pessoas, especialmente para os grandes pecadores.

“Essa Festa saiu do mais íntimo da Minha misericórdia e está aprovada nas profundezas da Minha compaixão” (Diário, 420).

Trazendo grande alegria para todas as pessoas, o Papa João Paulo II atendeu à ordem de Jesus. No dia 30 de Abril de 2000, ele declarou que o Domingo depois da Páscoa deve ser celebrado através do mundo como “Domingo da Divina Misericórdia”.
Uma das preparações para a Festa da Divina Misericórdia consiste em rezar a Novena da Divina Misericórdia em cada um dos nove dias, começando na Sexta-Feira Santa até o sábado seguinte, na véspera da Festa da Divina Misericórdia. Esta novena que o próprio Jesus Cristo pediu à Santa Faustina, dizendo:

“Desejo que, durante estes nove dias, conduzas as almas à fonte da Minha misericórdia, a fim de que recebam força, alívio e todas as graças de que necessitam nas dificuldades da vida e, especialmente na hora da morte. Cada dia conduzirás ao Meu Coração um grupo diferente de almas e as mergulharás nesse oceano da Minha misericórdia. Eu conduzirei todas essas almas à Casa de Meu Pai. Procederás assim nesta vida e na futura. Por Minha parte, nada negarei àquelas almas que tu conduzirás à fonte da Minha misericórdia. Cada dia pedirás a Meu Pai, pela Minha amarga Paixão, graças para essas almas.”

Eu (Santa Faustina) respondi: “Jesus, não sei como fazer essa novena e que almas conduzir em primeiro lugar ao Vosso compassivo Coração. E Jesus me respondeu que dirá, dia por dia, que almas devo conduzir ao Seu Coração” (Diário, 1209).

Nesta Novena, nós rezamos pelas intenções que Nosso Senhor Jesus Cristo indicou, rezando cada dia por um grupo de almas que Ele quer trazer ao Seu Coração. Esta Novena prepara nossa alma para a Festa da Divina Misericórdia.

GRUPO RENASCER

ESPECIAL SEMANA SANTA: Significado do tríduo Pascal

A Quaresma, os 40 dias de preparação dos cristãos para a celebração da Páscoa, termina na quinta-feira santa.
Durante esse período, a Igreja convocou os cristãos a olharem para dentro de si mesmos, a orarem mais e a refletirem sobre seus erros e atos.
Na quinta-feira, os fiéis entram em nova preparação, o Tríduo Pascal. O nome identifica os três dias que antecedem o Domingo de Páscoa e recordam a história de Jesus entre a Última Ceia e a Ressurreição.
A quinta-feira santa dia em que se comemora a Última Ceia, que foi realizada antes de Jesus ser entregue aos romanos por Judas. Nela, Jesus oferece a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob a forma do pão e do vinho.
Nesse dia ocorre também a cerimônia do Lava-Pés, que lembra o gesto de Jesus ao lavar os pés dos apóstolos em sinal de humildade e serviço.
A grande lição de Jesus na última ceia, aos lavar os pés dos discípulos, foi mostrar-nos que sem a partilha da própria vida não há vida eucarística.
A sexta-feira da paixão Dia que relembra a Paixão e a Morte de Jesus. Não há celebração eucarística em nenhum lugar do mundo, mas a Igreja oferece uma liturgia em que a igreja lê o relato da Paixão e oferece a cruz para veneração dos fiéis às 15h, horário em que Cristo morreu.
Ela não representa o sofrimento, mas sim uma imagem de salvação para os cristãos. Em várias paróquias, é realizada a encenação da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Os fiéis também participam de procissões.
No sábado santo. Também não há celebrações eucarísticas, e os cristãos esperam pela madrugada de sábado para domingo, em que se celebra a Ressurreição de Jesus.
O sábado é um dia de introspecção, oração e reflexão. Na noite do sábado, começa a celebração da Vigília Pascal.
A celebração da Vigília Pascal segue pela madrugada de domingo para celebrar a Ressurreição de Cristo.
A Igreja entra em festa e o momento é de celebrar em família o retorno de Jesus à vida.
Durante a vigília pascal. Fazemos memória das ações maravilhosas de Deus na história da humanidade, renovamos nosso compromisso batismal.
A vigília pascal se realiza em quatros momentos: 1) celebração da luz, 2) liturgia da palavra, 3) liturgia batismal e 4) liturgia eucarística.
A Ressurreição prova aos cristãos que a morte não é o fim da vida e motiva os fiéis a continuarem espalhando a mensagem de Deus.
A humanidade destrói e mata; Deus ressuscita e dá vida. A presença do ressuscitado provoca vida na comunidade. O amor é a força que nos faz acelerar o passo. Levemos a todos a alegria da ressurreição. Feliz páscoa!

Eduardo Rocha Quintella
Bacharel em Teologia pelo CES de Juiz de Fora

O poder do sangue de Cristo

por Das Catequeses de São João Crisóstomo, bispo

Queres conhecer o poder do sangue de Cristo? Voltemos às figuras que o profetizaram e recordemos a narrativa do Antigo Testamento: Imolai, disse Moisés, um cordeiro de um ano e marcai as portas com o seu sangue (cf. Ex. 12,6-7).
Que dizes, Moisés? O sangue de um cordeiro tem poder para libertar o homem dotado de razão? É claro que não, responde ele, não porque é sangue, mas por se figura do sangue do Senhor. Se agora o inimigo, ao invés do sangue simbólico aspergido nas portas, vir brilhar nos lábios dos fiéis, portas do templo dedicado a Cristo, o sangue verdadeiro, fugirá ainda mais para longe.
Queres compreender mais profundamente o poder deste sangue? Repara de onde começou a correr e de que fonte brotou. Começou a brotar da própria cruz, e a sua origem foi o lado do Senhor. Estando Jesus já morto e ainda pregado na cruz, diz o evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu água e sangue: a água, como símbolo do batismo; o sangue, como símbolo da eucaristia. O soldado, traspassado-lhe o lado, abriu uma brecha na parede do templo santo, e eu, encontrando um enorme tesouro, alegro-me por ter achado riquezas extraordinárias. Assim aconteceu com este cordeiro. Os judeus mataram um cordeiro e eu recebi o fruto do sacrifício.
De seu lado saiu sangue e água (Jo 19,34). Não quero, querido ouvinte, que trates com superficialidade o segredo de tão grande mistério. Falta-me ainda explicar-te outro significado místico e profundo. Disse que esta água e este sangue são símbolos do batismo e da eucaristia. Foi destes sacramentos que nasceu a santa Igreja, pelo banho da regeneração e pela renovação no Espírito Santo, isto é, pelo batismo e pela eucaristia que brotaram do lado de Cristo. Pois Cristo formou a Igreja de seu lado traspassado, assim como do lado de Adão foi formada Eva, sua esposa.
Por esta razão, a Sagrada Escritura, falando do primeiro homem, usa a expressão osso dos meus ossos e carne da minha carne (Gn 2,23), que São Paulo refere, aludindo ao lado de Cristo. Pois assim como Deus formou a mulher do lado do homem, também Cristo, de seu lado, nos deu a água e o sangue para que surgisse a Igreja. E assim como Deus abriu o lado de Adão enquanto ele dormia, também Cristo nos deu a água e o sangue durante o sono de sua morte.
Vede como Cristo se uniu à sua esposa, vede com que alimento nos sacia. Do mesmo alimento nos faz nascer e nos nutre. Assim como a mulher, impulsionada pelo amor natural, alimenta com o próprio leite e o próprio sangue o filho que deu à luz, também Cristo alimenta sempre com o seu sangue aqueles a quem deu o novo nascimento.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

ESPECIAL SEMANA SANTA

A Quinta-feira Santa

A liturgia da Quinta-feira Santa é um convite a aprofundar concretamente no misterio da Paixão de Cristo, já que quem deseja seguí-lo deve sentar-se à sua mesa e, com o máximo recolhimento, ser espectador de tudo o que aconteceu na noite em que iam entregá-lo.
E por outro lado, o mesmo Senhor Jesus nos da um testemunho idôneo da vocação ao serviço do mundo e da Igrea que temos todos os fiéis quando decide lavar os pés dos seus discípulos.
Neste sentido, o Evangelho de São João apresenta a Jesus 'sabendo que o Pai pôs tudo em suas mãos, que vinha de Deus e a Deus retornava', mas que, ante cada homem, sente tal amor que, igual como fez com os discípulos, se ajoelha e lava os seus pés, como gesto inquietante de uma acolhida inalcanzável.
São Paulo completa a representação recordando a todas as comunidades cristãs o que ele mesmo recebeu: que aquela memorável noite a entrega de Cristo chegou a fazer-se sacramento permanente em um pão e em um vinho que convertem em alimento seu Corpo e seu Sangue para todos os que queiram recordá-lo e esperar sua vinda no final dos tempos, ficando assim instituída a Eucaristía.
A Santa Missa é então a celebração da Ceia do Senhor na qual Jesus, um dia como hoje, na véspera da su paixão, "enquanto ceiava com seus discípulos tomou pão..." (Mt 26, 26).
Ele quis que, como em sua última Ceia, seus discípulos nos reuníssemos e nos recordássemos d'Ele abençoando o pão e o vinho: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19).
Antes de ser entregue, Cristo se entrega como alimento. Entretanto, nesta Ceia, o Senhor Jesus celebra sua morte: o que fez, o fez como anúncio profético e oferecimento antecipado e real da sua morte antes da sua Paixão. Por isso "quando comemos deste pão y bebemos deste cálice, proclamamos a morte do Senhor até que ele volte" (1Cor 11, 26).
Assim podemos afirmar que a Eucaristia é o memorial não tanto da Última Ceia, e sim da Morte de Cristo que é Senhor, e "Senhor da Morte", isto é, o Resuscitado cujo regresso esperamos de acordo com a promessa que Ele mesmo fez ao despedir-se: "Um pouco de tempo e já não me vereis, mais um pouco de tempo ainda e me vereis" (Jo 16, 16). 

CNBB: Nota de solidariedade ao Papa Bento XVI.

O povo católico de todo o mundo acompanha, com profunda dor no coração, as denúncias de inúmeros casos de abuso sexual de crianças e adolescentes praticado por pessoas ligadas à Igreja, particularmente padres e religiosos. A imprensa tem noticiado com insistência incomum, casos acontecidos nos Estados Unidos, na Alemanha, na Irlanda, e também no Brasil.
Sem temer a verdade, o Papa Bento XVI não só reconheceu publicamente esses graves erros de membros da Igreja, como também pediu perdão por eles. Disso nos dá testemunho a carta pastoral que o Santo Padre enviou aos católicos da Irlanda e que pode se estender aos católicos de todo o mundo.
Mais do que isso, Bento XVI não receou manifestar seu constrangimento e vergonha diante desses atos que macularam a própria Igreja. Firme, o Papa condenou a atitude dos que conduziram tais casos de maneira inadequada e, com determinação, afirmou que os envolvidos devem ser julgados pelos tribunais de justiça. Não faltou ao Papa, também, mostrar a todos o horizonte da misericórdia de Deus, a única capaz de ajudar a pessoa humana a superar seus traumas e fracassos.
Às vítimas o Papa expressou ter consciência do mal irreparável a que foram submetidas. Disse Bento XVI: “Sofrestes tremendamente e por isto sinto profundo desgosto. Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes. Foi traída a vossa confiança e violada a vossa dignidade. É compreensível que vos seja difícil perdoar ou reconciliar-vos com a Igreja. Em seu nome expresso abertamente a vergonha e o remorso que todos sentimos”.

Especialistas recriam ‘rosto de Jesus’ a partir do Santo Sudário.

Especialistas em computação gráfica usaram técnicas modernas de criação de imagens de 3D para recompor a imagem da face retratada no Santo Sudário, que muitos acreditam ser o rosto de Jesus Cristo.
A experiência foi feita especialmente para o documentário de TV “The Real Face of Jesus?” (”O rosto real de Jesus?”), do History Channel, que vai ao ar no próximo sábado.
Os artistas tiveram acesso ao Santo Sudário, uma peça de linho que muitos cristãos acreditam ter sido usada para cobrir o corpo de Jesus após a crucificação. Sua autenticidade é debatida há anos por cientistas. O tecido traz uma imagem fantasmagórica do corpo de um homem que foi crucificado.
O artista de computação gráfica Ray Downing, que participou do projeto, é o mesmo que recriou em 3D o rosto do ex-presidente americano Abraham Lincoln, usando mais de cem fotos.
De acordo com Downing e com John Jackson, físico da universidade americana do Colorado que estuda o Santo Sudário desde 1978, a relíquia é singular, pois ela contém dados em três dimensões sobre o corpo da pessoa que foi enterrada.
Isso acontece porque o Santo Sudário foi enrolado em todo o corpo, em vez de apenas cobrir a face.
“A presença de dados em três dimensões é bastante inesperada e também é única”, diz Downing. “É como se a imagem contivesse um manual de instruções sobre como se construir uma escultura.” O Santo Sudário, que pertence ao Vaticano, fica guardado na Cappella della Sacra Sindone do Palácio Real de Turim, na Itália.
Entre os dias 10 de abril e 23 de maio, a Catedral de São João Batista, em Turim, fará uma rara exibição pública da relíquia, que, acredita-se, deve atrair milhões de pessoas.
O papa Bento 16 fará uma visita ao local no dia 2 de maio. A última exibição pública do Santo Sudário foi há dez anos.

Fonte: BBC

Cristianismo não é “amontoado de proibições” e sim fascinante projeto de vida!

O Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanyslaw Rylko, na clausura do décimo foro internacional de jovens realizada recentemente em Roma, ressaltou que o “cristianismo não é a mortificação de nosso desejo de felicidade e sim um fascinante projeto de vida”
Em sua intervenção final, o Cardeal comentou que “o risco maior hoje é a solidão. Mas a comunidade cristã nos sustenta. Sozinhos somos fracos, juntos é mais fácil ter o apoio de outros”. “Esforcem-se –animou os jovens participantes– em suas comunidades, façam ‘redes’ porque isto será sua força”.
“Pelos meios de comunicação se difunde uma imagem distorcida do cristianismo, apresentado como um amontoado de proibições. O cristianismo não é a mortificação de nosso desejo de felicidade e sim um fascinante projeto de vida”.
O Cardeal relançou a imagem de uma Igreja viva, juvenil e universal, que procura na oração, a Palavra de Deus e a Eucaristia as respostas às perguntas mais urgentes. “O verdadeiro trabalho começa agora que voltam para casa. Este encontro mudou cada um de vocês: corresponde-lhes cultivar esta semente e compartilhá-la com outros”, exortou.

Fonte: ACI



República Dominicana proíbe aborto.


A nova Constituição da República Dominicana que penaliza o aborto e “defende a vida desde a concepção até a morte natural” entrou em vigor neste ano.
Ela foi objeto de um debate de quase sete meses no Parlamento, pois era fortemente objetada pelo abortismo. Mas os verdadeiros defensores da vida militantemente contrários à massacre dos inocentes e aos novos Herodes souberam afirmar suas posições no Direito com inteligência e coragem.

O artigo 37 da nova Constituição assinala que “o direito à vida é inviolável desde a concepção até a morte”.
Se algum parlamento ou algum juiz ideologizado tivessem ordenado praticar o aborto a matéria sairia nas manchetes de jornais e Internet. Mas como é um país inteiro que adota lei contra o aborto, a grande mídia, incluindo os grandes portais da web, abafaram a informação.
Lamentável.

Reiki e a fé católica são compatíveis?

Felipe de Aquino

Reiki é o nome dado a “Energia universal de vida” – algo não bem definido – que, segundo seus adeptos, é uma energia que passa pelas mãos de todo ser humano e pode ser aplicada a pessoas doentes ou aflitas para aliviá-las, segundo Earlene Gleisner, monitora de Reiki (”Reiki na Vida Diária” – Ed. Nova Era, Rio de Janeiro,1999).O que escrevemos nesta artigo está baseado no livro citado acima.
A base do Reiki é budista, é uma corrente de pensamento panteísta (tudo é parte de Deus, tudo é Deus) e tem traços de monismo, filosofia que ensina que a pessoa pode “fundir-se com tudo a sua volta” (p.45).
O ser humano seria parte integrante do universo no sentido físico; tudo o que existe seria apenas uma grande substância ou a substância universal. O monismo leva ao panteísmo.
O Mestre maior do Reiki parece ser “O Sr. Hawayo Takata. Grão-Mestre REIKI de 1940 a 1980″ (pp. 47s).
A proposta de cura por meio de Reiki vem do Oriente e está crescendo em nossos ambientes, por isso o católico precisa conhecer os seus erros. A palavra Reiki vem de rake (= ancinho ou rastelo) em inglês, Rakey é o solo arado. A palavra Rakey é foneticamente igual a Reiki.
Segundo Earlene, o Reiki vem a ser a “Energia Universal de Vida no Sistema Usual de Cura Natural” (p.11). É a “Energia Universal de Vida que verte através de nossos corpos, preenchendo nossa necessidade antes de se transferir para a necessidade do outro” (p.22). Segundo ela, “os nossos corpos são um veículo por meio do qual a energia Reiki se transfere do Universo para outrem” (p.42). Ensinam que é por meio das mãos que a energia Reiki passa de uma pessoa para outra, de modo que há técnicas precisas sobre a maneira de impor as mãos sobre a cabeça, sobre o tórax, sobre os joelhos, os pés, as costas.
O Reiki ensina que devemos ser bondosos com tudo o que possui vida, já que não estamos sozinhos; e que precisamos nos colocar em contato com a energia que flui através de todos os seres e coisas, árvores, flores, animais, até mesmo os elementos químicos participaram disso. O objetivo é “buscar uma fusão com tudo o que está em volta” (p.55).
Isso mostra que a filosofia base do Reiki é uma prática panteísta – tudo é Deus – não há uma separação entre o Criador e a criatura; ora, isto é um absurdo filosófico e teológico. O panteísmo sempre foi condenado pela Igreja. Deus criou tudo o que existe fora do nada porque quis, por amor, mas as criaturas não são emanações obrigatórias de Deus, como se Ele não fosse soberano e autônomo. 

Pulseira do sexo faz vítima em Londrina, Paraná. Estupro.

Adolescente de 13 anos foi estuprada por quatro rapazes após ter a ‘pulseirinha do sexo’ rompida no terminal urbano, em Londrina…
As pulseirinhas de silicone aparentemente inofensivas que muitas jovens usam, se tornou um acessório polêmico há algum tempo. Dessa vez ”as pulseirinhas do sexo” fizeram uma vítima em Londrina.
Uma menina de 13 anos foi violentada por quatro rapazes na semana passada depois de sair da escola. De acordo com os policiais da Delegacia do Adolescente, onde está sendo investigado o caso, as pulseirinhas foram a causa da agressão à menina.
Em seu depoimento, ela relatou que teria conhecido o grupo de rapazes no Terminal Urbano de transporte coletivo, os quais teriam arrebentado as pulseiras e depois obrigando-a a manter relações sexuais.
Algumas escolas já estão proibindo o acessório e especialista alerta para a gravidade da situação.
Um dos meninos relatou que as relações teriam acontecido na casa dele, com o consentimento da menina. Mas confirmou que tudo começou por causa das pulseiras que ela utilizava. Já a garota relatou que aconteceu um estupro.

Pulseiras

As pulseiras começaram a ser usadas pelos jovens na Inglaterra e ganharam destaque mundo afora. No Brasil, muitos usam como acessório da moda, mas o que outros tantos desconhecem que é que para cada cor de pulseira existe um significado.
Numa espécie de jogo, aquele que tem a pulseira arrebentada por outro, tem que realizar o que a cor determina. Os ”castigos” vão de um simples abraço a um beijo na boca. Os mais ousados, vão de dança sensual, sexo oral e sexo propriamente dito. Há ainda a pulseira dourada, que vale tudo, ou seja, a pessoa tem que realizar tudo o que todas as cores significam.
Abaixo o significado de algumas das cores:

- Amarela: abraço

- Rosa: mostrar o peito

- Laranja: ”dentadinha de amor”

- Vermelha: dança erótica

- Branca: a menina escolhe o que quer

- Preta: sexo com quem arrebentar a pulseira

- Dourada: todos os itens acima

Fonte: cgn.inf.br
***
Fabricio Lombardi

Li que uma menina de 13 anos foi estuprada em Londrina após ter a “pulseira do sexo” arrancada. Movido pela curiosidade, fui ler a notícia a fim de saber que raios seria a tal pulseira.
Trata-se de uma “brincadeira” que, pelo que li, nesta e em outras reportagens sobre o assunto, está na moda. Consiste no uso de pulseiras de borracha de várias cores, e há uma convenção de que cada cor sugere um ato de conotação sexual que vai desde o abraço, beijo de língua, até mostrar os seios, sexo oral ou, até mesmo, a relação sexual completa. Se a pessoa tem uma de suas pulseiras arrebentada por alguém, é obrigada a pagar esse alguém com a “prenda”, que é o ato que a cor arrebentada simboliza. 

terça-feira, 30 de março de 2010

Gloriemo-nos na Cruz do Senhor!

A Paixão de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é para nós penhor de glória e exemplo de paciência.
Haverá alguma coisa que não possam esperar da graça divina os corações dos fiéis, pelos quais o Filho Unigênito de Deus, eterno como o Pai, não apenas quis nascer como homem entre os homens, mas quis também morrer pelas mãos dos homens que tinha criado?
Grandes coisas o Senhor nos promete no futuro! Mas o que ele já fez por nós e agora celebramos é ainda muito maior. Onde estávamos ou quem éramos, quando Cristo morreu por nós pecadores? Quem pode duvidar que ele dará a vida aos seus fiéis, quando já lhes deu até a sua morte? Por que a fraqueza humana ainda hesita em acreditar que um dia os homens viverão em Deus?
Muito mais incrível é o que aconteceu: Deus morreu pelos homens.
Quem é Cristo senão aquele que no princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus: e a Palavra era Deus? (Jo 1,1). Essa Palavra de Deus se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14). Se não tivesse tomado da nossa natureza a carne mortal, Cristo não teria possibilidade de morrer por nós. Mas deste modo o imortal pôde morrer e dar sua vida aos mortais. Fez-se participante de nossa morte para nos tornar participantes da sua vida. De fato, assim como os homens, pela sua natureza, não tinham possibilidade alguma de alcançar a vida, também ele, pela sua natureza, não tinha possibilidade alguma de sofrer a morte.
Por isso entrou, de modo admirável, em comunhão conosco: de nós assumiu a mortalidade, o que possibilitou morrer; e dele recebemos a vida.
Portanto, de modo algum devemos envergonhar-nos da morte de nosso Deus e Senhor; pelo contrário, nela devemos confiar e gloriar-nos acima de tudo. Pois tomando sobre si a morte que nós encontro, garantiu total fidelidade dar-nos a vida que não podíamos obter por nós mesmos.
Se ele tanto nos amou, a ponto de, sem pecado, sofrer por nós pecadores, como não dará o que merecemos por justiça, fruto da sua justificação? Como não dará a recompensa aos justos, ele que é fiel em suas promessas e, sem pecado, suportou o castigo dos pecadores?
Reconheçamos corajosamente, irmãos, e proclamemos bem alto que Cristo foi crucificado por amor de nós; digamos não com temor, mas com alegria, não com vergonha, mas com santo orgulho.
O Apóstolo Paulo compreendeu bem esse mistério e o proclamou como um título de glória. Ele, que teria muitas coisas grandiosas e divinas para recordar a respeito de Cristo, não disse que se gloriava dessas grandezas admiráveis - por exemplo, que sendo Cristo Deus como o Pai, criou o mundo; e, sendo homem como nós, manifestou o seu domínio sobre ao mundo - mas afirmou: Quanto a mim, que eu me glorie somente na cruz do Senhor nosso, Jesus Cristo (Gl 6,14).

Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo e Doutor da Igreja

As lições dos erros


Dom Genival Saraiva

Os antigos latinos, em sua sabedoria, acumulada ao longo dos tempos, diziam: “Errando discitur” (“Aprende-se errando”). O povo continua reafirmando essa verdade: “É errando que se aprende”. Convém lembrar conhecidos provérbios, em relação ao comportamento animal - “Gato escaldado tem medo de água fria” - e às atitudes do ser humano, já no início de sua existência na terra: – “Quem não chora não mama”! Por sua vez, a pedagogia, a psicologia e a literatura identificam o caráter educativo dos “ensaios e acertos”, dos “acertos e erros” no processo de aprendizagem.
A natureza é muito sábia, por isso, apenas nascidos, alguns quadrúpedes já começam a dar os primeiros passos e em razão do instinto de conservação buscam o alimento, enquanto outros recebem o alimento; através do choro, as crianças recém-nascidas emitem seu desacordo e desconforto com a situação que experimentam no momento. Dessa maneira, ensaios, erros e acertos fazem parte da dinâmica da sobrevivência e da afirmação de todos os seres do “reino animal”. Notadamente, em se tratando do ser humano, esse fenômeno não se limita às primeiras descobertas da tenra idade, uma vez que, de fato, faz parte do processo de aprendizagem, em qualquer idade, independentemente do status social, da condição econômica e do nível intelectual das pessoas. Sabe-se que o fenômeno da aprendizagem se dá pelos caminhos da informalidade e pela via da educação formal porque, afinal, nada é indiferente e inconseqüente na vida e na convivência humanas. Assim sendo, é importante extrair lições das coisas boas que acontecem e é necessário tirar lições das coisas negativas que são registradas na história de cada um.
Jesus, que conhecia muito bem a psicologia humana e observava os comportamentos individuais e coletivos, extrai preciosas lições de vida, a partir de situações reais, haja vista o caso da oferta da viúva pobre (cf Lc 21,1-4) e o enterro do jovem de Naim, filho único de uma viúva (cf Lc 7,11-17), bem como de situações imagináveis, seguindo o gênero das parábolas que, todavia, retratavam situações conhecidas e vividas, como é o caso do “filho pródigo” (cf Lc 15,11-32).
Essa parábola do “filho perdido e reencontrado” é um exemplo paradigmático da realidade dos “acertos e erros” na vida das pessoas. A Liturgia da Igreja a proclama no período da Quaresma, tempo de forte estímulo à conversão, na preparação dos fiéis para a Páscoa do Senhor, e o faz com o intuito de mostrar que a possibilidade de errar e a efetividade dos erros fazem parte da condição humana, mas também para mostrar que o reconhecimento dos erros e a retomada do caminho da volta estão ao alcance de todos que fizeram escolhas impróprias em sua história de vida. Na parábola, “o filho mais novo”, após constatar o erro de sua escolha, dele tirou lições, “caiu em si” e tomou a decisão de voltar ao aconchego do lar, mesmo considerando-se indigno de ser acolhido com filho. A parábola é muito rica em significado: “Mostrou-nos ainda a condescendência e bondade do pai que recebeu afetuosamente o filho pródigo que voltava arrependido, revestiu-o de novo com as insígnias de sua nobreza familiar e esqueceu todo o mal que fizera.” 

Vaticano publicará guia de preparação para o matrimônio.

O Pontifício Conselho para a Família tem planos de publicar um guia de preparação para o matrimônio, e o Santo Padre incentivou esta preciosa decisão quando, no dia 8 de fevereiro, falou ao plenário de três dias do Conselho em Roma
O papa mais uma vez enfatizou a necessidade de haja uma abordagem progressiva à preparação para o matrimônio, preparação que deve acontecer na vida da pessoa desde a mais tenra infância até o dia da celebração do matrimônio.
O Papa Bento XVI também chamou a atenção aos bispos a “dedicar especial atenção a que a vocação dos esposos sejam enriquecedoras para toda a comunidade cristã”. Segundo o Santo Padre o “testemunho missionário e profético” dos casais unidos em matrimônio é particularmente necessário hoje em dia.
O matrimônio é “uma vocação para o amor”, ele disse. Por isso, ele recomendou que os jovens, a começar em casa e na escola, durante a infância, devem ser “educados para compreender a vida como uma vocação para o amor” — uma vocação que possa eventualmente assumir para eles a forma de matrimônio ou a “virgindade por amor do Reino dos Céus”, mas permanecerá sempre “uma vocação para o amor”.
Três dias antes, discursando para os bispos católicos escoceses, o Papa Bento XVI também tocou no assunto, acentuando a natureza positiva do ensino da Igreja sobre o matrimônio como uma vocação enraizada no amor. “A Igreja oferece ao mundo uma visão positiva e inspiradora da vida humana, da beleza do matrimônio e da felicidade da paternidade”, disse. Ele descreveu esta visão como “enraizada no amor infinito, transformador e enobrecedor de Deus por nós”, o qual “abre os nossos olhos para reconhecer e amar sua imagem no nosso semelhante”.
Discursando para o Pontifício Conselho para a Família, o Papa observou que o guia de preparação para o matrimônio que tal Conselho pretende publicar, irá “delinear apropriadamente as características” dos três estágios da preparação para o matrimônio (remota, próxima e imediata) apresentados pelo Papa João Paulo II em sua exortação apostólica sobre a família, “Familiaris Consortio”, de 1981.
A formação para o matrimônio na verdade começa na infância, e continua ao longo da adolescência até entrar na vida adulta, quando o jovem aprende o tempo todo sobre sexualidade, relacionamentos e o significado do amor autêntico, e sobre a vida em Cristo, indicou o Santo Padre.
Na preparação para o matrimônio há papéis a serem desempenhados por padres, vários tipos de especialistas, casais exemplares e outros, disse. Além disso, a preparação oferecida para casais que estejam contemplando o matrimônio como possível vocação deve dar espaço ao “diálogo” com os futuros esposos “individualmente e em grupo”, e deve proporcionar “uma atmosfera de amizade e de oração”.
“Esforçar-se” durante o tempo de preparação para o matrimônio do casal para assegurar-se que eles “renovem sua relação pessoal com Nosso Senhor Jesus Cristo, especialmente pela escuta da palavra de Deus, pela participação nos sacramentos e, acima de tudo, tomando parte na Eucaristia“, alertou o papa.
Finalmente, durante o período da preparação imediata para as bodas do casal, o papa pediu que sejam dados os passos para que “se garanta que a celebração do matrimônio seja percebida” pela comunidade e pelo casal “como um dom para a Igreja inteira, que contribua para o seu crescimento espiritual”.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Semana Santa: A “PAIXÃO” DE BENTO XVI.

Eis quem se esconde atrás do ataque ao Papa dos valores inegociáveis.
Mas “as portas do inferno não prevalecerão”.

Traduzido e adaptado de Ginaluca Barile www.papanews.it

O primado sobre a Igreja, conferido por Cristo a Pedro e a seus sucessores, não é “simplesmente” a faculdade de guiar o povo terreno na caminhada rumo a Deus. É algo mais. É a entrega do martírio. O próprio Cristo revelou isso ao Apóstolo escolhido para apascentar o Seu rebanho: “Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu te vestias sozinho e ias onde querias; mas, quando envelheceres, estenderás a tua mão e um outro te vestirá e te levarás onde não queres” (Jo 21,18).
A profecia de fato se cumpriu, em Roma, pelas mãos de Nerone, sobre a colina do Vaticano, onde Pedro foi crucificado, como o seu Mestre, mas de cabeça para baixo, conforme seu pedido, porque se sentia indigno de morrer da mesma maneira que o Messias.
Nós, católicos, sabemos que Pedro, hoje, é Bento XVI. Não temos dúvida disso. Mas quem, vestindo os paramentos de Nerone, assopra sobre o fogo do escândalo da pedofilia? Aqueles que desejam silenciar o Papa dos valores não negociáveis; o Pontífice que não se esquivou por medo diante dos lobos; o Chefe da Igreja, sem hesitação ou compromissos na defesa da vida, na condenação do aborto e da eutanásia, na tutela do matrimônio natural.
Trata-se dos potentíssimos lobbys econômicos, farmacêuticos, homossexuais, a quem seria certamente mais cômodo um Papa débil e silencioso ou, melhor ainda, mais “tolerante”. Se trata de verdadeiras e próprias organizações criminais, cínicas e cruéis, que agem em uníssono com a maçonaria para fazer uma caricatura de Bento XVI como o “número 1” da mais ativa e ameaçadora Associação para delinqüir e violentar sexualmente crianças que já existiu em toda a história: a Igreja Católica.
Bem, eles não terão sucesso. Ou, melhor, para dizer tudo, já faliram. Primeiro porque as acusações são infundadas: ninguém como este Pontífice, desde quando era Cardeal Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, combateu com tantos resultados a pedofilia e os abusos sexuais praticados em geral pelo Clero; depois, porque nenhuma pessoa de bom senso poderia colocar em dúvida a estatura e honestidade intelectual de Joseph Ratzinger.
Depois da “lenda negra” de Pio XII sobre os judeus, há quem queira, hoje em dia, criar a “lenda negra” de Bento XVI, como aquele que passou a vida encobrindo casos de padres pedófilos.

Estamos ainda na Quaresma, mas a “paixão” do Santo Padre já começou dolorosamente.
Avante! Força! Coragem! Ajudemo-lo com a oração, confiando-o e confiando-nos a Maria Santíssima.
Façamo-nos “Cireneus”. Tomemos um pouco da sua Cruz e acompanhemo-lo sem hesitação.
Desde o atentado contra João Paulo II, não se via mais um ataque tão direto e cruel ao Sumo Pontífice.
Mas não podemos e não devemos nos render, até porque a promessa de Cristo a Pedro é irrevogável:

“As portas do inferno não prevalecerão…”

GRUPO RENASCER

SOMOS COMO UM VASO DELICADO NAS MÃOS DE DEUS



É preciso buscar a cada dia um pouco mais o conhecimento de uma vida em Jesus. Nós estamos sempre a caminho do céu. A vida tem sempre essa dinâmica, e a gente não se cansa de ser cristão.
É chegar perto de Jesus para que Ele fale no nosso coração. Você já fez a experiencia de chegar a Jesus e não dizer nada. As vezes temos muito para falar, e não sobra tempo para o Senhor falar conosco.
Talvez todas as certezas que você tenha, não são de tudo inaproveitadas, tem muita coisa boa, mas permita que Deus faça ainda mais por você. Estar aberto para aprender o que é bom, o que é do céu. Muitas vezes nos esbarramos em pessoas que já se consideram saber de tudo, acham que já aprenderam tudo e não precisam de mais nada; dessa forma, Deus não pode fazer por elas.
É difícil chegar em um coração que já se fechou à possibilidade para que Deus faça alguma coisa. Existem pessoas que já começam com estas frases: "Eu não consigo!", "Eu não quero mais!" Ou "Eu não posso!" E "Não tenho capacidade!"; assim a pessoa já está ditando a regra do jogo, num negativismo que não a deixa fazer nada. Talvez não tenha competência, mas é preciso tentar.
É tentando, é fazendo o caminho que vamos poder dizer isso, e se em algum momento não deu certo, eu sempre costumo dizer: Sente e dê risada. Mas não fique no caminho sentado sem fazer nada, sempre imaginado: "Será que teria dado certo?" É preciso começar, é preciso dar o primeiro passo.
Alguns dizem: “Tenho tanta vontade de experimentar essa fé de Jesus Cristo”, outros dizem: "Padre, vocês estão tão pertinho de Deus". E eu sempre digo: "Não, nós estamos todos juntos, Deus não faz salinha de reserva especiais, não, e as pessoas que Deus mais vai cobrar no final será de nós padres. Então, estamos no mesmo barco e precisamos viver o tempo desta experiência. Para conhecer a Jesus Cristo é preciso começar.
Eu tenho hoje desafiado as pessoas a não pararem no ritualismo, mas a tentarem ir além, fazerem a experiência de um conhecimento maior, já trazendo a realidade da nossa vida, mas não saímos dessa realidade para simplesmente entrar numa igreja, é tão bonito quando levamos a realidade da nossa casa e da nossa vida celebrada para o altar de Deus. 

Charge em Jornal: Desrespeito e agressão ao Papa.

Charge publicada no jornal Folha de S. Paulo na última semana.


A Imagem rendeu criticas da CNBB que considerou a “piada” ofensiva e desrespeitosa: “O papa, ao reconhecer publicamente os erros de membros da igreja e ao pedir perdão por essa prática, que, sem dúvida, maculou a imagem da própria igreja, não merecia esse tratamento.”
Veja:

“Foi com estranheza e indignação que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebeu a publicação, por este conceituado jornal, de duas charges, nas edições de segunda e terça-feira, dias 22 e 23 de março”, escreve Dom Dimas Lara Barbosa, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, secretário-geral da CNBB, em carta pubicada no jornal Folha de S. Paulo, 28-03-2010.
A mensagem continua:
“As referidas charges, ao fazerem referência aos casos de pedofilia envolvendo padres e religiosos da Igreja Católica, foram extremamente ofensivas e desrespeitosas para com o papa Bento 16, os bispos e toda a igreja.
O papa, ao reconhecer publicamente os erros de membros da igreja e ao pedir perdão por essa prática, que, sem dúvida, maculou a imagem da própria igreja, não merecia esse tratamento. Lamentamos muito que a Folha de S.Paulo, que sempre primou pela ética, tenha sido veículo para esse tipo de mensagem, que fere grande parte do povo brasileiro, tão católico em sua vida e em sua história e que, certamente, sofre muito, nesses momentos difíceis, e ora pelas vítimas e seus familiares, pelos culpados, mas também pelas dezenas de milhares de sacerdotes que, no mundo todo, procuram honrar a sua vocação.”
O jornal Folha de S. Paulo, 28-03-2010, comenta os escândalos-pedofilia no editorial “Imperdoável“, afirmando:
“De uma perspectiva leiga, moderna e democrática, nenhuma instituição, por mais veneranda que seja, está a salvo da investigação e do julgamento público; ainda mais quando se acumulam indícios de que sua autoridade e prestígio facilitam a realização, a continuidade e o acobertamento de atos da mais pura infâmia”.

DEUS É FIEL

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