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sábado, 23 de janeiro de 2010

OFICINA DE DONS


DOM DA INTERPRETAÇÃO

Normalmente, nem aquele que fala em línguas nem os outros entendem o que se enuncia. Mas o Senhor, muitas vezes, quer que aquela oração seja de edificação para a comunidade; quer usar o veículo das línguas para falar à comunidade. Então, o Senhor dá, à mesma pessoa ou a outra pessoa, o dom da interpretação. É portanto outro dom: o dom de interpretar - não se trata de tradução.
Às vezes, Deus nos fala por meio do dom de profecia em línguas. Nossa oração em línguas é uma oração de louvor, de adoração, de intercessão; é uma oração para Deus; não precisa de interpretação. Mas quando Deus usa o mesmo canal de oração em línguas para nos dirigir uma palavra de profecia, faz-se necessária a interpretação, do contrário a profecia não pode ser feita.

No momento em que o grupo de oração se reúne, naquele instante de silêncio, alguém é movido pelo Espírito Santo a falar em línguas; e fala algumas frases em línguas. Deus suscita nesse momento o dom da interpretação, ao qual precisamos estar abertos. Como acontece isso?
Vem à nossa mente, a nosso coração, a interpretação, o sentido daquelas palavras em línguas. E isso nos vem da mesma forma que o dom da profecia. Sentimos a interpretação nascer em nós.
Esse dom é muito precioso, ele causa uma impressão maravilhosa na assembléia. É uma palavra muito forte, muito consoladora, que vem de Deus, e é expressa na linguagem dos anjos, na linguagem própria do Espírito Santo.

Fonte: Wiki canção nova

O poder da língua


"A morte e a vida estão no poder da língua, aqueles que a escolhem comerão do seu fruto". (Provérbios 18,21).

Na Bíblia Sagrada, nossa língua é chamada de "mundo de iniqüidade... que contamina o corpo inteiro... Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus" (Tg 3, 6 . 9).

Na Palavra de Deus encontramos diversas instruções e exortações em relação ao uso da língua. Por exemplo:
"Desvia de ti a falsidade da boca e afasta de ti a perversidade dos lábios" (Pr 4,24). Uma tradução livre do texto seria: "Não permitas que tua boca fale qualquer inverdade; que teus lábios pronunciem difamação ou engano". Tudo o que é inverdade, tudo o que torce a verdade e tudo o que engana é mentira. O mais difícil para nós realmente é obedecer com a língua, não é mesmo? Uma pesquisa entre jovens alemães a partir de 14 anos revelou que as pessoas engendram alguma mentira a cada oito minutos: "São aproximadamente 200 inverdades durante o dia" (Topic, 04/2002).
A Sagrada Escritura declara com muita propriedade: "a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim" (Tg 3,8-10).
Uma história ilustra todo o poder do que falamos ou deixamos de falar: Um homem riquíssimo tinha convidado muitas pessoas para uma festa. Encarregou seu cozinheiro-chefe de comprar os melhores alimentos. Este foi ao mercado e comprou línguas - somente línguas e nada mais. Apresentou-as como primeiro prato, segundo prato, etc., servindo somente línguas aos hospedes. Os convidados elogiaram a composição da refeição e a idéia original do cozinheiro.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A Cruz é o sofrimento com um sentido.Um sentido divino e transcendente


Sidney Silveira


A efusão do sangue de Cristo na Cruz é a causa meritória da nossa saúde eterna. É da Cruz que nos vem todo e qualquer benefício espiritual. Toda a espiritualidade católica baseia-se na Cruz e dela se nutre. Retire-se a Cruz, e haverá uma queda contínua até o seu abismal avesso: o prazer hedônico, doentio, fetichizado, cego, pervertido, invertido, insaciável, utilitarista.
A Cruz é o sofrimento com um sentido — um sentido divino, transcendente. Afastar-se da Cruz é perder o significado da dor de amor e, portanto, da própria vida humana. Aproximar-se da Cruz é tornar sagrado o sofrimento. É sacrum facere. A Cruz é o amor em seu ápice pletórico insuperável.
Sem a Cruz, só nos resta cair na depressão psicológica — ou, como diziam os latinos, no pecado da acídia —, pois como suportar as dores, os males, as doenças, as traições, a morte, as faltas e as incompletudes que parecem constituir toda a nossa existência, sem acabar por descrer da excelência a que estamos destinados? Só a Cruz pode dar sentido a tudo isso. A Cruz dá perfeito sentido à vida e à morte.
Sem a Cruz, só nos resta cair na languidez de uma feérica atividade da imaginação, pois, quem não consegue encontrar nenhum sentido para a inevitável dor que as vezes acompanha o viver, há de viver imaginando como fugir da dor. E dar asas à imaginação, como diziam os Padres do Deserto, é dar armas para o demônio.
Sem a Cruz, só nos resta sucumbir às atitudes mais antiéticas possíveis. Sempre que se apresentar a ocasião, o homem para quem a dor e os males não têm sentido fará de tudo para minimizar os seus problemas, a qualquer custo. Só na Cruz pode haver verdadeira ética; as demais éticas estão, em relação à da Cruz, como o imperfeito está para o que é perfeito.

Em Deus, a Igreja existe para servir a todos

Por Giovanni Maria Vian, diretor do diário vaticano



Publicamos o artigo que Giovanni Maria Vian, diretor de “L’Osservatore Romano”, escreveu sobre o discurso realizado por Bento XVI ao corpo diplomático no dia 11 de janeiro.

O discurso de Bento XVI aos diplomatas acreditados na Santa Sé mira o futuro. Com uma amplitude de visão que não possuem, em geral, os líderes internacionais, e com um realismo que não esconde os problemas.
Em uma retrospectiva que, mesmo que tradicional na forma, mostra bem a atenção e a atitude da Sé romana a respeito do mundo, que o Papa descreveu no preâmbulo do texto: em Deus a Igreja existe para os demais, por isso, está aberta a todos.
Esta abertura se demonstrou nas últimas semanas com o estabelecimento de relações diplomáticas plenas entre a Santa Sé e a Federação Russa – um fato que é motivo de “profunda satisfação”, destacou Bento XVI – e com a visita do presidente vietnamita, tal como, ao longo do ano recém-concluído, com os encontros do Pontífice com numerosas personalidades políticas, no Vaticano e durante as visitas e as viagens.
No panorama internacional, segue em primeiro plano a dramática crise econômica mundial e a instabilidade social que deriva dela. A raiz a crise, conforme lemos em Caritas in Veritate é a mentalidade egoísta e materialista, com efeitos que ameaçam também a criação: um exemplo é a degradação do meio ambiente que saiu à luz depois da queda do muro de Berlim, nos regimes ateus europeus. Por isso, hoje a Santa Sé compartilha a forte preocupação pelo fracasso substancial da Conferência de Copenhague e deseja que nos próximos encontros de Bonn e Cidade do México sejam superadas as resistências de ordem econômica e política a respeito da luta contra a mudança climática. Caso contrário, o destino de alguns países estará em perigo, disse o Papa sem rodeios.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

CANTORES DO MUNDO E CANTORES DO CÉU- Pe Zezinho


Há cantores que se sentem inspirados para cantar uma flor ou um rio que corre, uma cachoeira, uma ave que faz vôo rasante, alguém que perdeu um filho, uma pessoa ferida na alma, amores que não deram certo, amores maravilhosos. Há "cantores do mundo" que escolhem cantam o romantismo, a alegria, a festa, o companheirismo. E, ainda, há cantores do mundo que escolhem cantam o deboche, o amor livre, a ousadia. É preciso distinguir entre eles. Há os bons, honestos, sinceros, tranqüilos. inocentes até, e há os mal intencionados que sabem que uma canção maliciosa dá dinheiro.

Do outro lado, há os "cantores do céu" que gostam de louvar a Deus, cantar a bondade e a misericórdia de Deus, exaltar ao Senhor, proclamar o nome de Jesus e mostrar as delícias da contemplação. Escolheram este gênero de canção porque acham que ele faz bem.
Deus inspira a grande maioria dos cantores, tanto os da terra como os do céu, tanto os que cantam as coisas do mundo, como os que cantam as coisas de Deus. Até porque Deus criou este mundo e quem canta a criação está exaltando o Criador. É difícil imaginar que Deus inspire uma canção de deboche ou de desrespeito à família, como também é difícil imaginar que Deus inspire uma canção de algum religioso que ataque outra igreja e diminui a graça de Deus nos outros. Há, portanto, bons cantores que cantam para o céu e há bons cantores que cantam do mundo, sobre o mundo e para o mundo.
"Luar do sertão..." certamente não é uma música religiosa, mas é claro que foi Deus quem a inspirou, porque fala da obra de Deus. "Noite Feliz" é uma canção religiosa e fala do Deus que fez estas obras. Deus inspirou as duas. Por isso, tomemos cuidado quando falamos de cantores do céu como gente boa e de cantores do mundo como gente pecadora ou a serviço do mal. Tomemos cuidado quando citamos canções religiosas como canções boas e canções do mundo como mundanas e pecadoras. Nem toda canção do mundo é mundana ou pecadora; muitas delas elevam e enaltecem o amor humano e a graça de Deus nas pessoas. E nem todo cantor religioso canta coisas elevadas. Pode-se fazer uma canção religiosa ou ruim, péssima até, e pode-se fazer uma canção do mundo boa e excelente. Um pouco de humildade faria bem a nós cantores, que escolhemos cantar as coisas do céu. Temos muito que aprender com os cantores do mundo.

Falta de liberdade religiosa, problema do século

Por Dom Giampaolo Crepaldi, bispo de Trieste



Não temeria em afirmar que o principal problema da humanidade hoje é a falta de liberdade religiosa no mundo.
Há alguns dias, ficamos impressionados com as notícias que chegavam do Egito onde, perto de Luxor, alguns muçulmanos armados abriram fogo contra a comunidade cristã copta que estava saindo da Igreja, onde havia sido celebrado o Natal copta, no dia 7 de janeiro. Alguns cristãos foram mortos.
A perseguição dos cristãos coptas por parte dos muçulmanos é lamentavelmente uma história antiga: calcula-se que nos últimos trinta anos, as vítimas foram ao menos quatro mil.
Monsenhor Youhannes Zakaria, bispo copta católico de Luxor, no Alto Egito, lembrou que uma comunidade cristã foi atacada na Páscoa passada e, no tiroteio, três jovens cristãos perderam a vida. O bispo Kirollos, da diocese de Nag Hamadi, declarou que “está em curso uma guerra para eliminar os cristãos no Egito”.
Nos últimos dias de 2009, três importantes relatórios foram publicados sobre questões relacionadas à liberdade religiosa (lamentavelmente este ano não pudemos ler o tradicional informe de Ajuda à Igreja que Sofre).
O primeiro desses relatórios foi preparado pela Agência Fides, que, como todos os anos, traçou um balanço dos missionários cristãos mortos em 2009; trinta sacerdotes, dois religiosos, dois seminaristas, três voluntários leigos. O valor é quase o dobro se comparado com o do ano anterior, e é o número mais elevado registrado nos últimos dez anos. Vinte e três desses agentes pastorais passaram pela América Latina, mais precisamente pelo Brasil, Colômbia, México, Cuba, El Salvador, Guatemala e Honduras.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

São Sebastião sempre atual!


Celebramos no dia 20 de janeiro, a memória do Glorioso Mártir São Sebastião, santo muito querido e reverenciado em nossas Minas Gerais, como patrono de várias paróquias e comunidades e, acima de tudo, invocado como santo protetor contra a fome, a peste e a guerra.

Em tempos de grandes catástrofes, enchentes, terremotos, secas e outros desastres da natureza invocar a proteção de São Sebastião é muito oportuna e até necessária.
A vida e as virtudes de São Sebastião que, de membro da guarda pessoal do Imperador Diocleciano, no terceiro século, não renunciou a sua fé incondicional em Jesus Cristo. Por isso o santo soldado romano apresenta-se como o autêntico seguidor de Jesus Cristo demonstrando que até o martírio se apresenta como glória em defesa de sua fé. São Sebastião nos deu o exemplo de relativizar a sua vida humana, porque confiou na recompensa eterna da vida junto de Deus, pela coerência de seu batismo e da sua conseqüente identidade cristã, de seguidor de Nosso Senhor Jesus Cristo, o nosso salvador.

Abortar é um direito humano? e o filho, onde fica seu direito humano à vida?


Fonte: Mídia sem Máscara


O que surpreende em tudo isso é a quase total omissão das entidades que representam os direitos humanos. Onde estão os milhares de ONGs que vivem falando em direitos humanos? Onde estão os líderes dos direitos humanos no Brasil?
Poucos planos ou ações do atual governo causaram tantas críticas e polêmicas como o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH). Trata-se de um plano, ou seja, é um modelo de projeto que o governo federal pretende aprovar no Parlamento.

Sinteticamente podemos resumir o Plano Nacional de Direitos Humanos em quatro pontos:

1. Criação da Comissão da Verdade. Essa comissão terá amplos poderes para julgar e condenar quem bem quiser. Basta um cidadão não se declarar de esquerda para ser processado por essa comissão. Na prática a Comissão da Verdade é o primeiro núcleo do futuro Ministério da Verdade, o qual terá amplos poderes para investigar a vida de qualquer cidadão, mesmo que não haja qualquer denúncia contra ele. É sempre bom lembrar que uma das características de todo regime socialista é o desejo obsessivo de conhecer e controlar a consciência do cidadão.
2. Aprovação do casamento homossexual.
3. Retirada de todos os símbolos religiosos de lugares públicos, incluindo escolas, universidades, repartições públicas, praças e até mesmo a retirada da imagem do Cristo Redentor no Rio de Janeiro.
4. Legalização total do aborto.
O PNDH é uma espécie de saco da maldade, ou seja, em um pequeno projeto o governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva pretende de uma só vez legalizar e normatizar tudo o que ele não conseguiu em sete anos de poder. Na prática trata-se de um esboço do que será a futura sociedade brasileira sendo dominada pelo socialismo.
Será uma sociedade onde as pessoas não poderão expor seus símbolos e crenças religiosas – haverá perseguição religiosa -, estarão sob vigilância constante do da Comissão da Verdade ou do Ministério da Verdade e crianças não poderão nascer porque terão que ser abortadas.
O prêmio de consolação é o casamento homossexual. Em todo país está havendo muitas mobilizações contra esse projeto que de direitos humanos só tem mesmo o nome.

Eis que envio um anjo diante de ti...

por José Ricardo Bezerra, Consagrado da Comunidade de Aliança Shalom * Revista Shalom Maná - Ed. Shalom

Como muitos leitores da revista sabem, o objetivo desta seção é orarmos com a Palavra de Deus. Iniciemos, portanto pedindo o auxílio do Espírito Santo para que esta lectio produza muitos frutos em sua vida. “Ó vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis, acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e tudo será criado e renovareis a face da terra”. Oremos: “Ó Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de sua consolação. Por Cristo Senhor nosso. Amém”.





Você crê na ação dos anjos em sua vida? Você sabia que a palavra anjo aparece 253 vezes na Bíblia? São 134 no Antigo Testamento e 119 no Novo Testamento. Então, tomemos hoje o livro do Êxodo, capítulo 23,20-23 e leia três vezes à meia voz. Releia meditando e orando com os versículos. Em seguida continue a leitura abaixo para o enriquecimento da sua lectio.
Você sabe o que a Igreja prega sobre os anjos? Ou você ainda acha que acreditar em anjos seja besteira e coisa de menino? O Catecismo ensina que os anjos são seres puramente espirituais, isto é, não têm corpo. Eles são dotados de inteligência e vontade sendo, portanto, seres pessoais e imortais que superam, em perfeição, as criaturas visíveis. Sua crença, além de ser uma verdade de fé, é atestada pela Escritura e pela Tradição. Santo Agostinho diz a respeito deles: “Anjo (mensageiro) é designação de encargo, não de natureza. Se perguntares pela designação da natureza, é um espírito; se perguntares pelo encargo, é um anjo: é espírito por aquilo que é, é anjo por aquilo que faz. Por todo o seu ser, os anjos são servidores e mensageiros de Deus. Porque contemplam constantemente a face de meu Pai que está nos céus (Mt 18,10), são poderosos executores de sua palavra, obedientes ao som de sua palavra (Sl 103,20). A vida da Igreja se beneficia da ajuda misteriosa e poderosa dos anjos. Em sua Liturgia, a Igreja se associa aos anjos para adorar o Deus três vezes Santo; ela invoca a sua assistência (assim em In Paradisumm deducant te Angeli... – Para o Paraíso te levem os anjos, da Liturgia dos defuntos, ou ainda no hino querubínico da Liturgia bizantina). Além disso, festeja mais particularmente a memória de certos anjos (São Miguel, São Gabriel, São Rafael e os anjos da guarda).

Vaticano quer padres no mundo digital


Tema escolhido para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2010


O próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais celebrado pela Igreja Católica terá como tema “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos meios a serviço da Palavra”.
O anúncio foi feito esta Terça-feira pela sala de imprensa da Santa Sé.
O 43.º Dia Mundial das Comunicações será celebrado a 16de Maio de 2010. Esta foi a única celebração mundial decidida pelo Concílio Vaticano II (Inter Mirifica, 1963).
Segundo o Conselho Pontifício das Comunicações Sociais (CPCS), a celebração que levar os padres a considerar os novos meios de comunicação como um “possível grande recurso para o seu ministério, ao serviço da Palavra”. Outro objectivo encorajar os sacerdotes “na sua vivência dos desafios surgidos com a nova cultura digital”.
“Quando empregues com sabedoria, os meios digitais modernos podem ser um instrumento de verdadeira e profunda evangelização e comunhão: será uma nova forma de evangelização, para que Cristo penetre nas nossas cidades”, assegura o Conselho Pontifício.
Em pleno Ano Sacerdotal, e na sequência do último Sínodo dos Bispos, dedicado à Bíblia, o comunicado da Santa Sé considera que ao familiarizar-se com “os novos instrumentos mediáticos, sacerdotes e agentes pastorais podem desfrutar da riqueza de seus dados e conteúdos, que facilitam a colaboração e a comunhão”.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Vamos demolir o Cristo Redentor

Dom Anuar Battisti - Arcebispo de Maringá

Maringá, 14 de janeiro de 2010


O Presidente Lula, publicou um Decreto no dia 21 de dezembro de 2009, com o titulo: “Programa Nacional dos Direitos Humanos”. Uma das mudanças é a retirada de símbolos religiosos das repartições públicas, como por exemplo, os crucifixos. Isto não fere os direitos humanos, mas a liberdade religiosa de um país que nasceu sob o signo da cruz; lembrando que o Brasil foi chamado em primeiro lugar de “Terra de Santa Cruz”. O símbolo será sempre símbolo; os que acreditam, respeitam; para os que não acreditam, não é necessário se incomodar. Se essa moda pega, corremos o risco de ver o Cristo Redentor, sinal visível do Salvador, marca registrada do Rio, monumento patrimônio da humanidade, sendo demolido.

Outra mudança com a qual não podemos concordar é a despenalização do aborto. Dada a pressão, o Presidente já concordou em retirar do programa. Esta cláusula foi colocada certamente pelas mulheres que defendem o direito de decidir sobre seus corpos, considerado unicamente como objeto de prazer. Onde está a dignidade da mulher quando se deixa levar pela mentalidade do “carpe diem”; aproveite agora, não existe outro mundo melhor a não ser o do prazer? O liberalismo sexual é a causa principal do uso de drogas, da proliferação do vírus HIV etc. Queremos e defendemos a vida desde a concepção até a morte natural. A vida é sagrada, como é sagrada a Palavra de Deus, a Bíblia.

DESÇA DEPRESSA, ZAQUEL!


Por Cássio José!

Quando queremos nos declarar para alguém por estarmos apaixonados, fazemos loucuras de amor! Tornamo-nos vulneráveis ao mundo da pessoa da qual estamos apaixonados. Desejamos ouvir ao menos o nome da pessoa que já está morando no nosso coração para produzir um conjunto de fatores que nos fazem ter estratégias para conquistá-la. Seja em palavras ou em atos, queremos que a pessoa conheça o que estamos sentindo por ela. Não importamos o que as outras pessoas pensem ou o que dirão de nós, nem as consequências que podem gerar. E não desistimos enquanto não conquistarmos o “Alvo do nosso olhar”. O coração quando está apaixonado sinceramente por alguém, não se engana ao olhar para a pessoa amada e contemplar uma vida de sonhos e felicidades. Deus imprime a sua bênção e prepara o terreno para que cheguemos ao coração dessa pessoa e tenhamos meios para conquistá-la. Daí, ela pode mergulhar sem medo nesse mar de um puro coração apaixonado. Existem nomes que Deus escreve no seu altar que se é confirmado no altar dos desafios e situações de agora e concretizasse no comprometimento do altar das alianças.

Aconteceu com Zaquel: estava apaixonado pelo Filho de Deus, o Salvador do mundo inteiro; e queria vê-lo. Por que queremos ver alguém? Há toda uma variedade de hipóteses. Mas, o que nos leva a ver de fato alguém pode ser a façanha de sentirmos prazer em está perto daquela pessoa ou sintomas de paixão. Zaquel, no caso, queria ver Jesus por que o conhecia apenas de nome e obras. Além do mais, Jesus era famoso pelo que pregava e pelos sinais que realizava. Zaquel não preencheu o vazio de sua alma com a riqueza que possuía e por isso buscava ver Jesus: O seu coração pedia a presença daquele tal Jesus. Ele já estava ansioso e não aguentava mais a vida que tinha. Não suportava a fadiga profissional que refletia a tristeza da alma. Queria ser feliz. Almejava uma vida plena. Ver Jesus podia levá-lo a fazer decisões difíceis e comprometedoras para a vida inteira.
Resolve ir ao encontro marcado pelo desafio apaixonado de seu coração: vai ao local que supostamente Jesus devia passar. Quando está no local marcado, a multidão não o deixa ver Jesus! O que fazer? Seu coração deve ter bradado. Mas, quem está apaixonado não desiste nunca! Ele corre a frente daquela multidão toda. Isso não é loucura de que quem está apaixonado? Então correu na frente, e subiu numa figueira para ver, pois Jesus devia passar por ali. Olhava pra todos os lados e pensava consigo: Cadê esse Jesus? Os que olhavam pra Zaquel pensavam o que mesmo dele? Ele era chefe dos cobradores de impostos. Será que era bem visto pela multidão? Além do mais era de baixa estatura. Olha as dificuldades que teve que enfrentar para ir em busca do Amado de sua alma.

Era Virtual: repercussões na educação dos filhos

Laura Martins

Missionária da Comunidade Católica Shalom

Estamos vivendo na era virtual. Quanta rapidez em adquirir informações! Quantas descobertas através da interatividade que liga o mundo todo entre si! Quanto lazer acessível a todos através da telinha do computador! Realmente é fantástica a evolução tecnológica do homem!
Porém, é importante que o ser humano domine a máquina e não que esta o domine! Parece uma frase feita, sem maiores repercussões. Mas não é bem assim...Vejamos!
Poderíamos comparar a internet com uma grande feira, ou um enorme Shopping Center, onde encontramos de tudo o que precisamos e também aquilo que nos poderia prejudicar...
Quando vamos às compras, precisamos refletir sobre o que realmente precisamos, sobre aquilo que nos é ofertado nas promoções e aquilo que é realmente importante e valioso e que devemos adquirir.
Nossos reais valores cristãos devem ser norteadores de nosso viver, a fim de não sermos como um barco à deriva nas águas do mundo... É preciso ter na mente e no coração, o sentido da nossa vida, a fim de navegarmos nesta direção e conquistarmos a felicidade e a realização como pessoas humanas.
Aquela felicidade que não se compra, ao contrário do que diz a mídia. Aquela felicidade que se constrói de dentro para fora, que nos realiza como seres humanos, criados para amar, servir, crescer e construir um mundo de paz e fraternidade.
Na internet encontramos valiosos tesouros da sabedoria, impressionantes e belíssimas imagens que realmente nos fazem contemplar a beleza dos seres humanos e da natureza criada por Deus!
No entanto, nela também encontramos o que poderíamos chamar de lixo da humanidade, ou seja, a expressão de nossas más inclinações que favorecem o abuso hedonista e egocêntrico dos falsos valores. Estes impulsionam o ser humano a práticas violentas de desrespeito ao outro, à sua dignidade de pessoa.
Não precisamos descer aos detalhes para citar tais “lixos” que às vezes são clicados ou aparecem como flashes a sugerir um click, pois toda pessoa, como ser racional, traz em si, a consciência que sinaliza os frutos (bons ou ruins) de suas escolhas a cada momento do seu cotidiano.
Como nossa família tem se relacionado com a “telinha” do computador?
Para sabermos, basta observar os comportamentos no cotidiano familiar:


– As horas passadas no computador (a recomendação dos estudiosos do comportamento humano são duas horas para crianças e adolescentes; para os adultos, com exceção dos que utilizam o computador como instrumento de trabalho, ou de estudo, deve ser de, no máximo, três horas);
– Qualidade daquilo que estamos acessando (sites que não firam os valores que você escolheu para orientar o seu viver e a sua família);
– Qualidade dos relacionamentos que estabelecemos no ambiente doméstico, ou seja, o convívio familiar onde existe diálogo, afeto, paciência, atenção cuidadosa com o outro, cumprimento das responsabilidades de cada um (trabalho, estudos, tarefas domésticas, etc.);
– A qualidade no desempenho de outras atividades importantes na vida, tais como: os estudos, a atividade física, o lazer em família, os relacionamentos sociais, as tarefas domésticas, entre outros;

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Crer em Deus em tempos de tragédia

Padre Fábio de Melo


Eu estava no saguão do aeroporto quando um rapaz se aproximou. Suas palavras foram poucas. “Só os limitados intelectualmente acreditam em Deus!” Disse e saiu.

Eu fiquei engasgado com sua afronta. Num primeiro momento o meu desejo era dizer-lhe uns desaforos, mas não tive tempo.
Sua frase me perseguiu ao longo de todo o dia, mas aos poucos ela foi perdendo o seu poder de agressão.
A frase do rapaz me fez lembrar a regra de ouro da Hermenêutica, a ciência da interpretação. “Todo texto pede um contexto.” Eu não tive tempo para compreender o contexto da frase. Não sei qual foi a experiência religiosa que fomentou aquela compreensão. É bem provável que o rapaz tenha sido vítima de um discurso religioso opressor, pouco sensato. Esse discurso sempre fez parte das culturas humanas. Ensina uma crença que passa longe do bom senso. Interpreta o livro santo ao pé da letra, fundamenta em textos descontextualizados, e justifica com parcas teologias as absurdas caricaturas divinas que foram elevadas aos altares.
O insulto do rapaz me fez pensar na forma como creio em Deus.
Fez-me recordar meu tempo de magistério, quando em sala de aula eu vivia o desafio de propor que a religião só é possível quando os joelhos no chão sustentam uma cabeça que não tem medo de pensar. A fé em Deus não é afronta à inteligência. Não é preciso abrir mão da capacidade intelectiva para admitir a transcendência. E sobre isso gostaria de ter falado ao jovem moço.

Oficina de Dons

DOM DE LÍNGUAS


 O primeiro dom que se manifestou foi o de línguas. Em pentecostes, os discípulos, junto com Maria, ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a orar, a louvar, a cantar numa língua nova, a língua do Espírito. Alguns interpretaram o acontecimento e disseram: Eles louvam a Deus, estão cantando as glórias de Deus, e nós estamos entendendo com o coração. Outros estavam ali como curiosos, brincando, zombando, dizendo que os discípulos estavam bêbados. Pedro explicou: Não estamos bêbados; pelo contrário, está se cumprindo a profecia de Joel. O primeiro dom criou confusão.

O que é o dom de línguas? Quando nós somos batizados no Espírito Santo, a primeira coisa da qual nos enchemos é de oração. E por que isso? Porque o Espírito Santo é a ligação entre o Pai e o Filho. A oração é a comunicação entre o Pai e o Filho; o Filho que fala ao Pai e o Pai que fala ao Filho. A beleza da intimidade que acontece dentro da Trindade é feita pelo Espírito Santo. O Espírito Santo é oração.
Além disso, Ele é a ligação entre Deus e nós. A oração que vai e a oração que volta. Quando somos introduzidos no Espírito Santo, saímos cheios de oração, porque o Espírito Santo é oração, uma oração de fogo, infalível.
Nós damos o combustível, que é o nosso ar. Movemos nossas cordas vocais, movemos a boca, a língua, geramos sons; e o que acontece? O Espírito Santo ora, fala e canta em nós. Fornecemos a expressão palpável, mas quem dá o conteúdo, o fogo e a oração é o Espírito Santo.
Você não imagina o valor dessa oração! Porque não somos nós orando simplesmente. É o Espírito Santo orando em nós!

Os olhos da Igreja estão postos no Haiti

Enquanto o desastre se apodera do Haiti, os olhos da Igreja se concentram no país mais pobre do Ocidente, cujo sofrimento foi esquecido durante muito tempo, denuncia o cardeal Josef Cordes.
O presidente do Conselho Pontifício Cor Unum, dicastério vaticano encarregado de coordenar as agências católicas caritativas e de ajuda, falou com Zenit das consequências do terremoto que devastou Porto Príncipe no dia 12 de janeiro.

Nesta entrevista, o purpurado alemão fala dos danos sofridos por este país e das necessidades que terá de enfrentar nos próximos dias, meses e anos.
--O que o senhor sabe dos danos provocados pelo terremoto?
-- Cardeal Cordes: No início, a comunicação era difícil, mas estamos começando a receber informes das agências católicas que trabalham diretamente lá, como os Catholic Relief Services [CRS, a Cáritas dos bispos dos Estados Unidos, N. da R.], os representantes nacionais da Cáritas enviados ao Haiti pelos seus bispos, a Cruz Vermelha Internacional e a Conferência Internacional da Sociedade de São Vicente de Paulo.
Ficamos sabendo de alguns fatos também pelos meios de comunicação (vítimas, destruição de casas etc.). O núncio apostólico em Santo Domingo foi o primeiro em fazer contato conosco através de um e-mail com o arcebispo Bernardito Auza, núncio apostólico no Haiti. Dom Auza nos informou sobre as perdas da Igreja, tanto em termos de vidas humanas como de danos materiais. O arcebispo de Porto Príncipe, Dom Joseph Serge-Miot, que ele descreveu como um pastor “bom” e “sempre sorridente”, faleceu ao ser arremessado da varanda da sua residência pela força do terremoto. Outros sacerdotes, religiosos e pelo menos 9 seminaristas foram sepultados sob os destroços. A catedral e todas as paróquias foram destruídas. Dom Auza está visitando as estruturas católicas e outras, muitas das quais foram danificadas, para exprimir a proximidade da Igreja e do Santo Padre.
--Quais são as necessidades mais imediatas?
-- Cardeal Cordes: Toda catástrofe natural é única, mas nossa longa experiência de desastres precedentes (por exemplo, o tsunami de 2004 e o furacão Katrina) mostra duas fases diferentes:
a) A curto prazo, são necessárias pessoas para salvar vidas, responder às necessidades básicas (água, comida, casa, prevenção de doenças), restabelecimento da ordem.
b) A longo prazo, é necessário reconstruir e para isso é preciso oferecer ajuda espiritual e psicológica, sobretudo quando a atenção dos meios de comunicação diminui.
Bento XVI exortou todas as pessoas de boa vontade a serem generosas e concretas em sua resposta às necessidades imediatas dos nossos irmãos e irmãs que sofrem no Haiti (cf. Audiência geral, 13 de janeiro de 2010). É importante oferecer uma ajuda tangível através das agências caritativas da Igreja Católica. No mundo inteiro estão sendo organizadas muitas iniciativas neste sentido.
Por exemplo, a Conferência Episcopal Italiana estabeleceu o dia 24 de janeiro como Dia de Oração e Caridade pelo Povo do Haiti. As embaixadas nacionais da Santa Sé estão oferecendo a Santa Missa pelos nossos irmãos e irmãs que sofrem. Temos de interceder através da oração pelos que sofrem no Haiti, e não somente com o dinheiro.

Passos para a conversão


Nossa conversão é a ação do Espírito Santo em nós

Com São José, queremos aprender e nos deixar transformar pelo Senhor. Esses dias, eu fiquei meditando sobre a graça da conversão, que nos é dada . Hoje, eu vou falar sobre sete passos para a conversão:



1 - Onde acontece a minha conversão? Onde eu estou.
Aconteceu aquele problema, aquela surpresa, mas Deus estava e sempre estará com você em todos os momentos. O lugar da sua conversão é o lugar onde você está agora, porque a seu lado está o Senhor. Não importa o problema e a dificuldade pela qual você está passando com algumas pessoas. Nada disso pode atrapalhar a sua conversão. Esta se dá onde você está, aí neste lugar, neste problema, nesta situação. Não queria resolver situações pendentes, para só depois buscar se converter. Quem pensa assim, sempre arruma uma desculpa para deixar a sua conversão para depois.
Não queira fugir da sua realidade, pois é nela que Deus quer realizar uma obra em sua vida. O Senhor está na situação em que você se encontra. Ele está na sua realidade. Não despreze nada que possa ajudá-lo a se converter, nem a dor, nem pessoas, nem situações. Aproveite de tudo isso, pois não existe nada que não possa ser utilizado por Deus para sua conversão. Dessa forma, por causa dela [conversão], não fixe os olhos nas pessoas e nas situações. Para o seu bem, para que ela ocorra, não se fixe nas pessoas. Não olhe para elas, olhe “através” delas. Pois a meta é a conversão!
Não pergunte onde Deus está. Acredite e proclame que o Senhor está com você!


2 - Nossa conversão é a ação do Espírito Santo em nós.
O que devemos fazer é tornar nosso coração sensível às moções do Espírito. A missão d’Ele é nos santificar, mas nós temos o coração fechado para escutá-las [moções d’Ele]. Por isso, precisamos abrir o coração aos apelos d’Ele. É preciso ser obediente ao que Ele nos fala. É necessário entrar na “escola da sensibilidade e da obediência”.


3 - Aceite que um caminho de transformação é uma “porta estreita”.
“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram” (Mt 7, 13-14).
O mundo oferece caminhos e portas largas e tem feito a sociedade se acostumar com isso. Contudo, você precisa passar pela “porta estreita”, ela é o caminho que nos conduz à santidade. É necessário perceber “quem” ou “o que” é a “porta estreita da sua vida”, que faz com que você seja mais misericordioso, mais paciente, mais corajoso, entre outros. Mas muitos de nós queremos nos ver livres desse “caminho apertado” e dessa “porta estreita”. Jesus diz que poucos a encontrarão. E você? Já conheceu a sua?