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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Que tempo é o meu diante de Deus?

Com nossas escolhas colaboramos ou atrapalhamos seu processo natureza, todos os dias, nos ensina lições importantes e uma delas é este processo de saber respeitar o tempo certo para cada coisa. Sou aprendiz da natureza desde criança e cada vez mais surprendo-me com seus ensinamentos.



Perto de onde trabalho existem muitas árvores de uma espécie comum aqui na Europa. São em geral bem altas e frondosas; por intermédio delas é fácil perceber as mudanças da natureza em cada estação do ano. Na primavera esbanjam beleza em sua folhagem verde e abundante; no verão trazem sombra fresca e acolhimento aos caminhantes. Quando chega o outono, suas folhas mudam de cor, colorindo a paisagem com um amarelo avermelhado que chama atenção mesmo a longas distâncias, mas depois elas caem forrando o chão como se fosse um tapete natural. É lindo, mas sinto pena de vê-las caírem enquanto a árvore vai ficando cada dia mais descoberta e pobre. É assim que passam todo o inverno, até nascerem novos brotos e recomeçar o processo.

Pe. Zezinho


DECLARAR-SE UM GRANDE NADA




Uma humilde moça que, diante das câmeras, dizia: -“Eu não sou nada, não valho nada, não sou ninguém diante do Cristo”, estava dizendo algo bonito e encantador, mas não fazia teologia correta. Cristãos não têm o direito de se expressar dessa forma, até porque nós valemos, sim, valemos muito e, apesar de nossos defeitos e pecados, somos alguém.

Deus nos fez e nos deu valor.

Não nos teria criado, para sermos como a pedra. E até mesmo a pedra acrescenta valores. Por isso falamos em pedras preciosas. Corre por aí um exercício falso, errôneo de humildade, da pessoa que, desejosa de mostrar seus limites e seus pecados, teima em dizer que não é nada e ninguém, o que não deixa de ser um ato de ingratidão contra Deus, porque Ele é alguém e criou pessoas para ser alguém.Humilhar-se à nulidade é desdenhar da obra de Deus.

Casamento pode ser o melhor para a saúde mental, indica estudo.


O casamento pode reduzir os riscos de depressão e distúrbios da ansiedade, segundo estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia. Mas, de acordo com os autores, seu fim pode representar um grande problema para a saúde mental das pessoas. “A relação marital oferece muitos benefícios para a saúde mental para homens e mulheres, mas o desconforto e a perturbação associados ao fim do casamento podem fazer as pessoas mais vulneráveis ao desenvolvimento de transtornos mentais”, destacaram os autores.


Avaliando mais de 34 mil pessoas de 15 países diferentes, os pesquisadores descobriram que o fim de um casamento, seja pelo divórcio ou por morte do cônjuge, está associado a um aumento nos riscos de distúrbios de saúde mental, com as mulheres sendo mais propensas a abusar de drogas – incluindo álcool e medicamentos –, e os homens a se tornarem depressivos. Os resultados indicaram também que os casados correm menos riscos de problemas com ansiedade e depressão do que os solteiros.O estudo mostrou ainda algumas diferenças de gênero em seus resultados. Uma delas é que os homens seriam menos propensos do que as mulheres a terem depressão no primeiro casamento – um fator que os pesquisadores associam aos papéis tradicionais dentro de casa, com as mulheres mais escolarizadas tendo menores taxas da doença. E outra diferença apontada é que o casamento reduz, mais entre as mulheres, o risco de abuso de substâncias – fator associado novamente ao papel tradicional da mulher, de principal cuidadora dos filhos pequenos.

Amor de Deus é com "A" maiúsculo, diz Bento XVI

Que sabedoria nasce em Belém? Essa foi a pergunta que o Papa Bento XVI dirigiu aos universitários reunidos no Vaticano para a recitação solene das Vésperas, no primeiro dia da novena de Natal, nesta quinta-feira, 17.

"O que nasce em Belém é a Sabedoria de Deus, um desígnio divino que permaneceu por muito tempo escondido e que o próprio Deus revelou na história da salvação. Na plenitude dos tempos, esta Sabedoria assumiu uma face humana, a face de Jesus", explicou o Santo Padre.


E complementou dizendo que o paradoxo cristão consiste justamente na identificação da Sabedoria divina, ou seja, o "Logos eterno", com o homem Jesus de Nazaré e com a sua história. "A única solução para este paradoxo está na palavra 'Amor', que deve ser escrita com o 'A' maiúsculo, por se tratar de um Amor que supera infinitamente as dimensões humanas e históricas. E é este amor que um professor cristão, ou um jovem estudante cristão, leva dentro de si".







quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Pe. Zezinho, scj


CRENTES CIUMENTOS

Impressiona-me o número dos crentes ciumentos que tomaram conta de nossas igrejas nos últimos anos. Crente é aquele que afirma crer em Deus e, no caso dos cristãos, aceitar Jesus como seu Senhor. Causa tristeza ver como se dissemina rapidamente entre crentes católicos e pentecostais essa atitude de filhos ciumentos. Os e-mails que recebo, as cartas que chegam às nossas redações, os telefonemas e as pregações nos púlpitos, no rádio e na televisão não deixam margem a dúvidas. Voltou o episódio de Josué de Nun diante de Moisés por causa de Eldad e Meldad (Nm 11, 25 - 29) que quis calar a boca de quem não era do seu grupo e de João que também mandou calar alguém que expulsava demônios e não era do seu grupo (Mc 9, 38).


Há pentecostais, messiânicos, católicos e evangélicos proibindo seus fiéis de se encontrarem com gente de outra igreja, de dialogar, de cantar juntos e de elogiar o que há de bonito nos outros. Apossaram-se da verdade, do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ninguém mais deve falar em nome deles. Eles, sim! Seus livros, seus cantos, seus cultos, seus pregadores, suas mensagens são de Deus. As dos outros são de satanás. Chega-se ao extremo de um pastor desinfetar uma igreja e voltar a consagrá-la porque lá se cantou uma canção de um católico. Não ficam atrás alguns evangélicos e católicos que se negam a subir no palco com gente de outra igreja. Quando sobem, não se cumprimentam nem se confraternizam. Não têm o que dizer um ao outro. Deus já lhes disse tudo! O que teriam a aprender com os outros? Elogiar o quê? Por que? E se alguém canta junto com alguém de outra igreja é duramente repreendido! Que tipo de cristianismo é esse?

Moisés mandou matar quem cometera idolatria e Isaías mandou matar os padres de Baal que ele derrotara. Muita gente foi morta por crer diferente. Mas Jesus elogiou o centurião romano, a mulher de Canaan, dialogou com a mulher samaritana, Paulo foi ao Areópago e não chutou nenhuma imagem. Antes, elogiou a fé daqueles homens, mesmo discordando deles. E então, respeitoso, falou do Deus único! Mais ainda: Jesus disse que tinha ovelhas que não eram do seu rebanho, e criticou o ciúme religioso dos fariseus, condenando, em parábola um levita e um sacerdote hebreus insensíveis e elogiando um samaritano. Elogiou em parábola um publicano e condenou um fariseu que pagava dízimo e se declarava mais religioso do que o outro. O mesmo Jesus mandou amar os inimigos e fazer o bem aos que nos odeiam. Deixou claro que Deus é pai de todos.


Cresce busca por religião na internet em todo o mundo


Religião não é mais assunto apenas para igrejas, sinagogas ou mesquitas – é um tema que está sendo pesquisado ativamente pela internet, de acordo com pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.


Os pesquisadores examinaram como as pessoas usam os sites de busca para localizar informações religiosas online.

Eles analisaram mais de 5,5 milhões de buscas feitas, em inglês, em três sites de pesquisa na web, entre 1997 e 2005, para investigar as características das pesquisas feitas sobre temas religiosos.



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

RCC Brasil lança WebTV

A Renovação Carismática Católica do Brasil está dando um grande passo em sua missão evangelizadora. Na quarta-feira, dia 16 de dezembro, a partir das 20h, a RCC transmitirá de seu portal na internet o primeiro programa de WebTV: o “Eu Amo a RCC”.

Segundo o presidente do Conselho Nacional da RCC, Marcos Volcan, a WebTV tem como objetivo utilizar a nova tecnologia da internet para evangelizar através dos meios de comunicação, levando os direcionamentos e as profecias que estão no coração da Renovação Carismática Católica, ou seja, aquilo que faz parte dos seus projetos e que deve ser partilhado com todos aqueles que amam e simpatizam com o Movimento.


Com uma programação interativa, a WebTV da RCC Brasil vai permitir que o internauta assista aos programas quando e quantas vezes quiser (conteúdo ‘on demand’). Na WebTV, você poderá conferir pregações, coberturas de eventos, formação e muito mais.O programa Eu Amo a RCC


Série:Os Cinco Mandamentos da Igreja

2 - Segundo mandamento: “Confessar-se ao menos uma vez por ano”.




Assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo (CDC, cân. 989).

É claro que é pouco se Confessar uma vez ao ano, seria bom que cada um se Confessasse ao menos uma vez por mês, fica mais fácil de se lembrar dos pecados e ter a graça para vencer os pecados.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Os Três Reis Magos

Também chamados dos Três Homens Sábios
Três homens sábios vindos do Leste, chamados de Magos os quais seguiram a estrela para Belém, em Israel para encontrar Jesus. Eles eram provavelmente Medes da "clã" de Magnus da antiga Babilônia ( moderno Iraque) e eram excepcionais astrônomos. Os Reis Magos anunciaram a sua presença ao Rei Herodes antes seguirem para o local do nascimento de Jesus e oferecerem presentes de ouro, incenso e mirra ao Divino Infante. Avisados por um anjo, em sonhos durante os sono ele retornaram ao seu país por uma rota diferente de modo a evitar o Rei Herodes que suspeitavam de suas intenções malignas. No sexto século, devido a pesquisas mais acuradas, passaram a serem considerados reis de três diferentes raças.


Seus nomes Baltazar, Gaspar e Belchior (em alguns países este ultimo é chamado de Melchior) foram atribuídos a eles no século oitavo, segundo alguns estudiosos, devido a uma visão de um santo. Suas relíquias estão em um santuário em Colonha, na Alemanha.



Série: Falsas Doutrinas


SATANISMO E A DOMINAÇÃO MUNDIAL
Por Padre Inácio Vale

“Satanás é um ser vivo, espiritual, pervertido e perverso, o inimigo número um, o tentador por excelência; um ser obscuro e perturbador, que existe verdadeiramente e que com traiçoeira astúcia está ainda agindo”.
Papa Paulo VI - Audiência Geral de 15/11/1972

É assustador a atuação destruidora de Satanás no panorama mundial via: os meios de comunicações, literaturas de auto-ajuda, Nova Era, crises econômicas, o ocultismo, xamanismo, pseuda-ciência, fome, guerra, terrorismo, doenças, ameaças de uma guerra nuclear, medo das armas de destruição de massa, degradação do meio ambiente, manipulação da ciência e a tecnologia, a indústria alienante da informação, banalidade da violência e das drogas, corrupção desenfreada, relativismo da verdade, impunidade descarada, perda do senso moral e da ética, desagregação familiar, homossexualismo e a sua principal máquina de guerra: rede de igrejas satânicas e congêneres. Vou assim usar nesse artigo informações valiosas do renomado pesquisador e autor da grande obra “O Anticristo-Poder oculto por trás da Nova Ordem Mundial”, da editora Ave-Maria, do holandês Robin de Ruiter.



GRANJAS HUMANAS


Anton LaVey foi o agente de publicidade encarregado de dar ao satanismo uma boa imagem. LaVey já pertencia ao satanismo antes dos anos 60, mas não foi senão em 30 de abril de 1966 que fundou a Igreja de Satã em São Francisco, EUA. Não só Jane Mansfield foi uma grande sacerdotisa dessa igreja, mas também Marilyn Monroe, que participou dos rituais satânicos de LaVey, mesmo antes que ele fundasse sua Igreja de Satã. Para fazer felizes a Satanás e seus demônios, os seguidores desses cultos os adoram dos modos mais violentos que se possam inventar. Entre suas cerimônias incluem a violação de virgens adolescentes, orgias sexuais, abuso desonesto e sacrifícios de animais e de humanos. Alguns elementos do ritual satânico, como a adoração do demônio e os sacrifícios humanos ou de animais, parecem tão incríveis aos que não estão familiarizados com estes crimes, que fazem com que diminua a credibilidade das vítimas. Aleister Crowley um dos fundadores do culto satânico, escreveu o seguinte em seu livro The Book of Law: "Para quase todos os propósitos, o melhor sacrifício é o de um menino varão de inocência perfeita e grande inteligência". Um Príncipe Negro (bruxo satanista negro) calculou que nos Estados Unidos se realizam cada ano de 40 a 60 mil sacrifícios humanos. (Entrevista do Dr. AI Carlisle a um Príncipe Negro gravada em Stattford. Satan's Underground. 1990,144.) Em muitos países existem "granjas humanas", onde se descobriram be­bês desde 11 dias até quatro meses de idade, para prover os sacrifícios humanos. Na Califórnia dezenas de "centros para cuidado diurno" são investigados a cada ano por entregar crianças confiadas a seus cuidados para sacrifícios sa­tânicos. No condado de Los Angeles referiram-se 800 denúncias de abuso ritual que envolviam 64 escolas e jardins da infância, bem como 27 dos arredores.




SEITAS DESTRUIDORAS


Um dos fins principais dos iluminados é a promoção do ocultismo. Nas programações de quase todos os canais de televisão incluem-se programas dedicados ao ocultismo, astrologia, parapsicologia, magia, bruxaria, feitiçaria e espiritismo. Embora estes termos não devam ser colocados sob uma mesma perspectiva, não obstante o diabo está na origem de todas essas manifestações. Atualmente as publicações ocultistas são mais abundantes do que nunca, aumentam dia a dia, estão em cada esquina e se exibem em todos os mostruários. A produção dessas publicações está nas mãos dos iluminados. Por exemplo, David Rockefeller está no conselho de administração de Cadence Industries, proprietária de Marvel Comics. Esse editor difunde entre os jovens o ocultismo e heróis tais como "O Filho de Satã". David Rockefeller também faz parte da administração do Lucis Trust (Lucifer' s Trust). O livro do Lucis Trust, Externalisation of the Hierarchy, nos afirma, entre outras coisas, que Satanás é o dono do mundo e que Lúcifer é seu governador.


A revista francesa Le Point publicou, em 1993, que já há muitos anos os advogados das diversas seitas destrutivas trabalham juntos em casos judiciais em que as mesmas são objetos de demandas. A mesma revista informou que durante uma reunião, em 1992, de diferentes representantes das diversas seitas foi fundada na França uma federação chamada Firephim (Federação das Minorias Religiosas e Filosóficas), uma organização para defender os direitos das seitas.




Advento tempo de Reconciliação

O tempo do advento, que na liturgia da Igreja, indica o tempo de preparação para a recordação do nascimento de Jesus Cristo, é o momento propício para uma completa revisão de nossa vida, confrontando-a com a mensagem do Evangelho.




O Natal, assim, não pode ser, apenas, uma festa capitalista do consumo, pois, a singeleza do presépio fala muito mais de pobreza, doação, renuncia e compromisso com tudo o que a pessoa de Jesus Cristo significa.


Então, assim pensando, o Natal é tempo de reconciliação, consigo mesmo, frente aos valores evangélicos, acaso esquecidos e com os irmãos, tempo de perdão, paz, fraternidade, solidariedade.



segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Crianças medrosas. Como superar?


Há medos instintivos: como a galinha foge ao ver pela primeira vez a raposa, o homem recua diante do que lhe representa perigo. Quando o perigo é determinado e conhecido, o medo revigora o homem para a luta ou para a fuga. Quando, porém, a pessoa teme sem saber ao certo o que nem porque, não tendo para onde fugir, toma o tormentoso caminho da angústia.




É instintivamente que as crianças de dois meses estremecem com ruídos súbitos ou com uma luz mais viva que de repente se acende. E mais tarde choram em face de um desconhecido, correm de animais, recuam ante o fogo, gritam quando as suspendem bruscamente ou as giram, etc.




O que rege o seu futuro?

A superstição é o desvio do sentimento religioso

Sempre que se aproxima o final do ano, e um novo se aproxima, renovam-se as esperanças e cada um procura começar com o ano novo um tempo novo. Isso é bom e é possível, mas é necessário que isso seja feito por um caminho reto. Não há felicidade e paz se trilharmos um caminho errado, onde não habita a verdade, a justiça e o amor; onde não está Deus.


Infelizmente, muitos buscam nas fantasias e nas superstições o socorro para os seus males, de maneira mágica e vazia. Depois se decepcionam, porque a fantasia se esvai como a fumaça que sobe ao vento.


O Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos ensina que:

“A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Pode afetar também o culto que prestamos ao verdadeiro Deus, por exemplo: quando atribuímos uma importância de alguma maneira mágica a certas práticas, em si mesma legítimas ou necessárias. Atribuir eficácia exclusivamente à materialidade das orações ou dos sinais sacramentais, sem levar em conta as disposições interiores que exigem, é cair na superstição (cf. Mt 23, 16-22). A superstição é um desvio do culto que rendemos ao verdadeiro Deus. Ela mostra-se particularmente na idolatria, assim como nas diferentes formas de adivinhação e de magia” (CIC §2111/2).




domingo, 13 de dezembro de 2009

Liturgia do Domingo


O tema deste 3º Domingo pode girar à volta da pergunta: “e nós, que devemos fazer?” Preparar o “caminho” por onde o Senhor vem significa questionar os nossos limites, o nosso egoísmo e comodismo e operar uma verdadeira transformação da nossa vida no sentido de Deus.

O Evangelho sugere três aspectos onde essa transformação é necessária: é preciso sair do nosso egoísmo e aprender a partilhar; é preciso quebrar os esquemas de exploração e de imoralidade e proceder com justiça; é preciso renunciar à violência e à prepotência e respeitar absolutamente a dignidade dos nossos irmãos. O Evangelho avisa-nos, ainda, que o cristão é “baptizado no Espírito”, recebe de Deus vida nova e tem de viver de acordo com essa dinâmica.

A primeira leitura sugere que, no início, no meio e no fim desse “caminho de conversão”, espera-nos o Deus que nos ama. O seu amor não só perdoa as nossas faltas, mas provoca a conversão, transforma-nos e renova-nos. Daí o convite à alegria:

Deus está no meio de nós, ama-nos e, apesar de tudo, insiste em fazer caminho connosco.

A segunda leitura insiste nas atitudes correctas que devem marcar a vida de todos os que querem acolher o Senhor: alegria, bondade, oração.



Série: Os Cinco Mandamentos da Igreja


Uma coisa que muitos católicos não sabem - e por isso não cumprem - é que existem os “Cinco Mandamentos da Igreja”, além dos Dez Mandamentos. Eles não foram revogados pela Igreja com o novo Catecismo de João Paulo II (1992). É preciso entender que Mandamento é algo obrigatório para todos os católicos, diferente de recomendações, conselhos, etc.



Cristo deu poderes à Sua Igreja para estabelecer normas para a salvação do povo. Ele disse aos Apóstolos:

“Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10,16).



“Em verdade, tudo o que ligardes sobre a terra, será ligado no Céu, e tudo o que desligardes sobre a terra, será também desligado no Céu.” (Mt 18,18)



Então, a Igreja legisla com o “poder de Cristo”, e quem não a obedece, não obedece a Cristo, e em conseqüência, ao Pai.



Para a salvação do povo, então, a Igreja estabeleceu Cinco obrigações que todo católico têm de cumprir, conforme ensina o Catecismo da Igreja. Ele diz:

“Os mandamentos da Igreja situam-se nesta linha de uma vida moral ligada à vida litúrgica e que dela se alimenta. O caráter obrigatório dessas leis positivas promulgadas pelas autoridades pastorais tem como fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável no espírito de oração e no esforço moral, no crescimento do amor de Deus e do próximo.” (§2041)



Note que o Catecismo diz que isto é o “mínimo indispensável” para o crescimento na vida espiritual; podemos e devemos fazer muito mais, pois isto é apenas o mínimo obrigado pela Igreja. Ela sabe que como Mãe, tem filhos de todos os tipos e condições, portanto, fixa, sabiamente, apenas o mínimo necessário, deixando que cada um, conforme a sua realidade, faça mais. E devemos fazer mais.



1 – Primeiro mandamento da Igreja: “Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”.



Ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor, e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias (CDC, cân. 1246-1248). (§2042)



Os Dias Santos – com obrigação de participar da missa, são esses, conforme o Catecismo:

“Devem ser guardados [além dos domingos] o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania (domingo no Brasil), da Ascensão (domingo) e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), de Santa Maria, Mãe de Deus (1º de janeiro), de sua Imaculada Conceição (8 de dezembro) e Assunção (domingo), de São José (19 de março), dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (domingo), e por fim, de Todos os Santos (domingo)” (CDC, cân. 1246,1; n. 2043 após nota 252). (§2177)



Vigiai: Cristo virá de novo

Santo Efrém, diácono e doutor da Igreja, séc. IV


Para impedir que os discípulos o interrogassem sobre o momento de sua vinda, disse-lhes Cristo: Aquela hora ninguém a conhece, nem os anjos nem o Filho. Não vos compete saber o tempo e o momento (cf. Mc 13,32-33). Ocultou-nos isso para que ficássemos vigilantes e cada um de nós pudesse pensar que esse acontecimento se daria durante a nossa vida. Se tivesse revelado o tempo de sua vinda, esta deixaria de ter interesse e não seria mais desejada pelos povos da época em que se manifestará. Ele disse que viria, mas não declarou o momento e por isso as gerações e todos os séculos o esperam ardentemente.


Embora o Senhor tenha dado a conhecer os sinais de sua vinda, não se vê exatamente o último deles, pois numa mudança contínua, esses sinais apareceram e passaram e, por outro lado, ainda perduram. Sua última vinda será igual à primeira.

Os justos e os profetas o desejavam, pensando que se manifestaria em seu tempo; do mesmo modo, cada um dos fiéis de hoje deseja recebê-lo em sua época, pois ele não disse claramente o dia em que viria. E isto sobretudo para ninguém pensar que está submetido a uma determinação e hora, ele que domina os números e os tempos. Como poderia estar oculto àquele que descreveu os sinais de sua vinda, o que ele próprio estabeleceu? O Senhor pôs em relevo esses sinais para que, desde o primeiro dia, os povos de todos os séculos pensassem que ele viria no próprio tempo deles.



Permanecei vigilantes porque, quando o corpo dorme, é a natureza que nos domina e nossa atividade é então dirigida não por nossa vontade, mas pelos impulsos da natureza. E quando a alma está dominada por um pesado torpor, como por exemplo a pusilanimidade ou a tristeza, é o inimigo que a domina e a conduz, mesmo contra a sua vontade. Os impulsos dominam a natureza e o inimigo domina a alma.



Por isso. O Senhor recomendou ao homem a vigilância tanto da alma como do corpo: ao corpo, para que se liberte da sonolência; e à alma, para que se liberte da indolência e pusilanimidade. Assim diz a Escritura: Vigiai, justos (cf. 1Cor 15,34); e também: Despertei e ainda estou contigo (cf. S1 138,18); e ainda: Não desanimeis (cf. Jo 16,33). Por isso não desanimamos no exército do ministério que recebemos (2Cor 4,1).



(Do Comentário sobre o Diatéssarom, Cap. 18,15-17, SCh 121,325-328)






DEUS É FIEL

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